quarta-feira, novembro 19, 2008

Proposta

Se a senhora presidente de um determinado partido politico que se diz da oposição pode propor seis meses sem democracia eu proponho-lhe que antes disse a senhora mude o nome ao seu partdo para Partido Social Ditatorial. Até rima e tudo!

domingo, novembro 16, 2008

Coral de S. Domingos




na Gala dos 10 anos do Theatron

quarta-feira, novembro 05, 2008

O Obama ganhou

vamos esperar que não desiluda!

Sig II

Parece que Sig II me vai obrigar a adquirir um novo portátil.

Será que devo optar pelo computador Sócrates? Perdão, Magalhães?

Se todos os acessores do presidente do concelho* o utilizam eu também devo conseguir certo?



* Expressão genialmente utilizada aqui

sábado, novembro 01, 2008

Vamos rir

Este blog tem andado um pouco parado, por isso vamos lá rir todos um bocadinho.
Rir faz bem à saúde e diz que que faz também bem às rugas.
Nunca me tinha rido com este personagem. Mas isto é hilariante!!!!!!!!!
Divirtam-se!

http://www.publico.clix.pt/videos/?v=20081031150251&z=1

segunda-feira, outubro 20, 2008

terça-feira, outubro 14, 2008

O Areias



Pequeno esclarecimento para pessoas preocupadas com a minha integridade moral e política:

Não fui eu que fiz este lindo vídeo. Encontrei-o por acaso no Youtube. Não tenho a culpa de encontrar estas pérolas, enquanto vagueio pelas memórias musicais da minha infância!

segunda-feira, outubro 06, 2008

Há 9 anos

calava-se a mais brilhante voz de Portugal.




Há nove anos não era ainda fã de Amália e muito menos de fado.
Mas lembro-me muito bem do dia em que a Amália morreu. Acho que foi a partir daí que comecei a ouvir fado e a gostar.

Nessa altura estava eu a começar o meu segundo trabalho depois de ter terminado a licenciatura.

Era tão jovem e inocente e cheia de sonhos!

Esse trabalho deveria ser o sonho de qualquer jovem arqueólogo. Uma escavação num dos primeiros sítios portugueses considerados pela Unesco como património da Humanidade. Ainda por cima muitissimo bem pago. Se daqui por 10 anos ganhar aquilo que ganhava nesse sítio (cujo nome não deve ser pronunciado), considero-me realizada!

Deveria ser um sonho mas foi um pesadelo.

Tudo o que não se deve fazer numa escavação ali era feito.

Milhares e milhares de contos gastos numa escavação cujos resultados nunca viram a luz do dia. Nem um relatório foi produzido.

Uma cidade (cujo nome também não deve ser pronunciado) horrorosa. Feia, suja, triste, fria e húmida. Tão fria e tão húmida que passei os seis meses que lá estive doente.

Aguentei seis meses.
Depois despedi-me. Nessa altura, com o Alqueva e o Côa, trabalho era coisa que não faltava.
Uma das coisas mais sensatas que fiz na minha vida. Dinheiro nenhum paga a consciencia tranquila. E eu não a tinha, porque apesar de fazer aquilo que me mandavam, sabia que estava a fazer autênticos crimes contra o património. E não era um património qualquer. Era um património da humanidade.

Memories!!!

Tudo isto para dizer que foi nessa terra que comecei a ouvir e gostar de Amália.
Foi a única coisa boa daquela terra horrorosa.

Outra coisa boa foi ter conhecido a antiga directora do sitio onde escavei. Uma verdadeira senhora e um poço de sabedoria.

quinta-feira, setembro 25, 2008

segunda-feira, setembro 22, 2008

SNS

Hoje estive doentita e fui às urgências da terrinha.

No consultório:
Sr. Dr. - "Deixe-me ir aqui à internet ver se o que você tem é mesmo enxaqueca".
Eu para os meus pensamentos - "eu também sei fazer isso"

No gabinete da enfermeira, depois de levar uma injecção dolorosa.
Enfermeira - "Não tenho espaço para si. Vai ter que se deitar na maca que está no corredor"
Eu para os meus pensamentos - "Que se lixe. Preciso é de estar quietinha"

Na farmácia:
farmaceutico - "Este medicamento não temos. Hoje o sr. Dr. receitou este medicamento a todas as pessoas com dores. Está esgotado. Volte amanhã"
Eu para os meus pensamentos - "Thanks a lot. devia ter pedido o nome da m**** dos comprimidos á menina que foi antes de mim com dores menstruais"

Viva o sistema nacional de saúde.

sexta-feira, agosto 22, 2008

Hoje sinto-me

ALIVIADA!

Tudo está bem, quando tudo corre bem e tudo acaba bem!

MISSION ACCOMPLISHED!

(O Nelson Évora ganhou a medalha de ouro)

quinta-feira, agosto 21, 2008

domingo, agosto 17, 2008

Voltei






Os Alpes são um poucochinho feios, como se pode ver pelas imagens.
Uma grande chatice!

sexta-feira, agosto 08, 2008

Dentro de

pouco mais de 6 horas, lá vamos nós.
9 dias sem computador nem internet.
Ai o que isto vai doer. O vício da fotografia compensará a falta do vício da internet. Assim nos ajude o tempo, as pilhas e os cartões de memória.
E também a fuji que nestes últimos dias levou uma esfrega de trabalho valente.

Vou feliz, mas apreensiva.

Como seria bom se pudéssemos ter o dom da ubiquidade!

Adeus leitores, até um dia destes.

Postarei algo se encontrar um posto grátis de internet.

Boas férias para mim e para quem for ou estiver de férias.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Falta 1 dia



E o timing para estas férias parece-me agora tão desadequado.

quarta-feira, agosto 06, 2008

segunda-feira, agosto 04, 2008

sexta-feira, agosto 01, 2008

quinta-feira, julho 31, 2008

Precioso

Menino do Bairro Negro



Para mim, uma das melhores intrepretações de Mariza

Eu só espero

ainda estar mais ou menos inteira dentro de 9 dias.

Estou de novo a mancar.

Saltou-se-me um ligeiro bifinho do meu pézinho.

Não importa, porque apesar de manca posso andar e a contagem entrou finalmente num único dígito.

terça-feira, julho 29, 2008

Estou tão feliz

Opá é que estou mesmo feliz!

sábado, julho 19, 2008

Hoje fui à praia

Estava era um bocadito para o seco

DSCF5610

E em vez de areia havia terra.

em contrapartida, no meio da terra, por vezes encontravam-se umas coisinhas giras. Mas só um bocadinho giras, porque giras, mesmo giras, mas mesmo muuuuiiito giras, encontram-se num sítio que eu sei.

Óptimo exercício de descompressão!

quinta-feira, julho 17, 2008

segunda-feira, julho 14, 2008

Magoei

Andava eu tão feliz da vida a colocar fotos giras no flickr, convencidíssima que podia colocar até 100 megas por mês, quando, ao colocar 200ª foto, me aparece uma mensagem a dizer que tinha chegado ao limite da conta e que se quisesse continuar a postar mais fotos tinha de pagar.

Não é justo.

Uma pessoa vicia-se na coisa livre e gratis e depois tem de pagar!

O que vale é que o dolar não vale nada.

por 15 euros tenho capacidade ilimitada de fotos e posso por videos e mais coisinhas giras. Pelo menos por um ano.

É isso que farei amanhã.

Agora vou dormir, que me aguardam mais 5 dias de dura escavação.

São 0.18 horas do dia 14 de Julho de 2008

Acabei o meu último trabalho.

Estou oficialmente de férias escolares.

Faltam 26 dias para as férias.

sábado, julho 12, 2008

Exigências

O Miguel Sousa Tavares, essa autoridade em arqueologia e arte, diz que as gravuras do Côa são uns rabiscos e que não têm mais que 300 anos.

Se uns rabiscos com menos de 300 anos são considerados Património cultural da Humanidade, eu exijo que a Unesco classifique imediatamente as ruínas do Castelo de Montemor-o-Novo como Património da Humanidade, uma vez que concerteza têm mais que 300 anos.

Exijo também que o Miguel sousa Tavares volte para a escola primária, seja colocado em frente à janela com orelhas de burro, e leve uma reguada por cada ano de existência das gravuras do Côa. Dez mil reguadas em cada mão devem impedi-lo de escrever durante algum tempo. Isso sim seria um excelente serviço público.

quinta-feira, julho 10, 2008

Dúvida jurídica

Existe no direito a figura da "pessoa humana"?

É que o bastonário da Ordem dos Advogados acabou de utilizar este termo.

terça-feira, julho 08, 2008

Vaticano diz que

decisão anglicana de nomear mulheres bispos é entrave ao diálogo

Mas quando é que esta gente se dá conta que vive no século XXI?

Quando é que esta gente se dá conta que as mulheres têm direitos e deveres iguais aos homens? Que as mulheres existem e que as mulheres pensam?

O problema é que nós, mulheres, carregamos o pecado original. E os homens, esses seres perfeitos, são isso mesmo. São perfeitos e não têm pecados.

A começar pelo papa Ratzinger e a acabar nos santos inquisidores que queimavam mulheres, crianças e homens em nome da fé e da santa madre igreja, todos os homens são isentos de pecado porque são feitos à imagem e semelhança de Deus.

Que gentinha retrógrada e ridícula.

Que me desculpem os leitores católicos, mas a Igreja Católica já há muito que se devia ter retratado dos milhares de milhões de pecados que os seus seguidores cometeram em nome da fé e desta igreja falsa e decrépita.

segunda-feira, julho 07, 2008

Muito bom

Começar a escavação com uma aterragem e com uma perna que quase não consegue tocar no chão. E a cada hora que passa fica pior.

Amanhã já estou boa. Tenho que estar.

What choice do I have?

Quem me manda a mim, uns minutos antes da aterragem, andar a mandar boquinhas parvas e a dizer que tinha partido um pé e que já não podia trabalhar. Estúpida!

Eu não acredito em bruxas. Pero que las ay, las ay

domingo, julho 06, 2008

Amanhã

recomeçam as escavações no sítio do costume!

E como já tradição, as minhas expectativas para este ano são baixas!

Espero que, como já é tradição, eu esteja redondamente enganada!

Este ano, acho que nos anos passados também, não me apetece começar.

É muito cansaço, muito trabalho, muito calor, muita confusão, muitos calos nas mãos, muitas dores no corpo, muitas toneladas de terra tiradas.

Mas é também, muita animação, muito boa disposição, muitas gargalhadas, muitas brincadeiras, muitas amizades, e muitos achados.

E apesar de todo o cansaço, sei que estes vão ser os dois melhores meses do ano. São sempre.

E este ano vou interromper as escavações para ir de férias. Continuo a não me conseguir habituar à ideia.

E mesmo que seja só por uma semana, não sei se vou aguentar a lagriminha!

Faltam 33 dias.

sexta-feira, julho 04, 2008

Tristezas

São 2 da manhã.

Acabei um trabalho agora.

Amanhã, ou melhor, dentro de poucas horas preciso fazer um guião.

A apresentação é às 9, portanto dentro de 7 horas.

Segunda-feira começam as escavações (isto não é triste)

Acho que fui multada.

Só tive pena de não pedir ao sr. agente da GNR, para me transportar para o carro 30 litros de leite, 50 litros de água, muitos quilos de fruta e mais uns kilos de outros víveres. Sim, estava a trabalhar!

Pelo menos disse-lhe uma coisa que me estava entalada há muito tempo.

Vão mas é multar os carros dos colegas que deixam os seus carrinhos numa curva apertada e perigosíssima mesmo em frente à GNR. Não lhe disse isto claro.

Parvalhões.

Estou exausta.

Devia estar a dormir.

Faltam 5 semanas e um dia para as férias.

com 5 semanas de escavação pela frente.

quinta-feira, julho 03, 2008

Menino d'oiro





O meu menino é d'oiro
É d'oiro fino
Não façam caso que é pequenino
O meu menino é d'oiro
D'oiro fagueiro
Hei-de levá-lo no meu veleiro.

Venham aves do céu
Pousar de mansinho
Por sobre os ombros do meu menino
Do meu menino, do meu menino
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.

Quantos sonhos ligeiros
p'ra teu sossego
Menino avaro não tenhas medo
Onde fores no teu sonho
Quero ir contigo
Menino de oiro sou teu amigo

Venham altas montanhas
Ventos do mar
Que o meu menino
Nasceu p'r'amar
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.

O meu menino é d'oiro
É d'oiro é de oiro fino ....

Venham altas montanhas
Ventos do mar ....


Ah se o Zeca Afonso soubesse o que fizeram com o título da sua música.

quarta-feira, julho 02, 2008

Parabéns ao P., meu afilhado


Que cresças sempre assim. Feliz, alegre, esperto, traquinas, amoroso, ternurento e lindo, lindo, lindo! Perfeito como só tu consegues ser!


Parabéns pelos teus 4 aninhos, meu amor pequenino!

terça-feira, julho 01, 2008

Indiana Jones is no bad thing for science

FEW scientific disciplines have a hero as charismatic as Indiana Jones. The whip-wielding character is the most widely recognised image of an archaeologist and largely due to this, the field enjoys huge and untainted popularity. Yet many archaeologists still seem desperate to distance themselves from the phenomenon. Since the height of the last Indy fever in the 1980s I have given up counting the number of exhibitions, educational events and publications that shout: "The real archaeologist practically never works like Indiana Jones."
Now, Indy is back. Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull is released on 22 May, and there is every sign that it will be just as popular as its predecessors. So should archaeologists again rush to point out the gaping chasm between fiction and fact?
It is of course true that the films do not accurately represent professional archaeology. Modern archaeologists are not treasure-hunting looters, they do not use force to gain access to artefacts, and they do not normally wear fedoras or carry bullwhips. But movies appealing to mass audiences can be afforded a little licence. After all, science-fiction films and medical dramas aren't expected to be entirely accurate portrayals of space travel and hospitals either.
What weighs far more seriously is the criticism that elements of the film scripts communicate highly objectionable values. The adventures of Indiana Jones are premised on an imperial world in which western archaeologists routinely travel to the far corners of the globe in order to retrieve precious artefacts and save the world from Evil, giving the impression that the world is dependent on intervention from the west. Moreover, the films draw on a long cinematic tradition of portraying archaeology as the domain of white, heterosexual, able-bodied and comprehensively talented men who live though action-packed adventures in foreign countries.
This stereotype becomes part of the cultural baggage of very large audiences, and colours their perceptions of archaeology outside the cinema. It may even discourage individuals who do not think they conform to this apparent ideal from making archaeology their career choice. The discipline is the worse for any resulting loss of diversity.
In Crystal Skull, a more realistic portrayal of archaeology has been promised: co-writer George Lucas has stated that he and director Steven Spielberg "really wanted to capture what archaeology is like". Even so, the film clearly still aims at global mass entertainment rather than nuanced representations of archaeologists in real life.
But the popularity of Indiana Jones owes more to his spirit of adventure and fortunate discoveries than to the fact that he happens to represent a stereotype that is terribly politically incorrect. The quintessential archaeologist might well roam in Yorkshire or Massachusetts, he might be gay or of Asian or African descent. In the latest film, Indy is in his sixties and self-consciously refers to his age. And the success of Lara Croft shows that the hero can equally well be a heroine.
Ultimately, archaeology has far more to gain from being associated with characters like Indiana Jones than it has to fear. Public enthusiasm for the films attracts many bright young students to the field, as well as creating goodwill and occasionally providing fund-raising opportunities. Shortly after the third Indiana Jones film was released, for example, the Institute of Archaeology at University College London was raising funds to build new laboratories. Harrison Ford donated one of his character's bullwhips, which was auctioned for a substantial sum.
Dismissing any connection, on the other hand, is like telling people: "If you are interested in archaeology because of Indiana Jones, then it is not for you!" It is the equivalent of Greenpeace warning every potential donor that real Greenpeace activists virtually never work in small rubber dinghies fighting illegal whalers. Although true, this achieves nothing except alienating an interested audience before it has had the opportunity to hear what it is that you actually want to convey.
The irony is that archaeologists do find their subject exciting and are often driven by the same spirit of adventure that epitomises Indiana Jones. Many students choose their subject out of a desire to travel and a fascination for discovering ancient artefacts. Indeed, just like their professors, they tend to consider fieldwork under tough conditions pleasurable, taking any opportunity to tell each other of hardships encountered and hazards lived through. Even for seasoned scholars, the best rewards for hard work are spectacular discoveries, and it helps when they are made of precious metal.
“Archaeologists are driven by the same spirit of adventure that epitomises Indiana Jones”
There is a little "Indy" in many archaeologists, even if in public contexts that persona is hidden behind the face of a serious scientist. We may hate to admit it, but Hollywood's depiction of archaeology may capture something of the spirit of the discipline after all.
Cornelius Hortolf
in New Scientist, 14 de Maio de 2008


Peço desculpa por o texto estar em Inglês mas não tenho paciência para estar a traduzir isto tudo.

Odeio que associem a imagem dos arqueólogos ao Indiana Jones.

O meu trabalho não tem nada de aventureiro e muito menos de caça ao tesouro. No fundo é disso que tratam os filmes do Indiana Jones certo?

E sei que muitos jovens entram para arqueologia enganados. Tive um ou dois colegas de faculdade a quem aconteceu isso mesmo.

Há poucos dias telefonou-me a mãe de uma estudante de arqueologia que queria vir escavar. Disse a mãezinha que a filha era uma autêntica Indiana Jones. Não comentei. Mas também não gostei muito do comentário. Cá a espero. Adiante!

Quem vem para aqui a pensar que vai viver uma aventura vai ter uma desilução. A única aventura vai ser uma picareta nas mãos sob um sol de 40º. E os tesouros que vão encontrar são muros e cacos.

Se o Indiana Jones chama a atenção para a causa da arqueologia, sim chama. O problema é ver até que ponto essa chamada de atenção é ou não benéfica. A meu ver promove a actividade dos detectores de metais e de caçadores de tesouros. Não a arqueologia enquanto ciência.

Se alguns países e alguns arqueólogos tem a capacidade de aproveitar a publicidade do Indiana Jones para patrocinar projectos científicos, parece-me muito bem.

Nós Portugueses, estamos como sempre na cauda da Europa. Falta-nos a cultura do mecenato. Falta-nos valorizar o nosso património e os nossos sítios arqueológicos. Não se pode ganhar dinheiro como monumentos a cair. E sem dinheiro não há investigação nem valorização. Devíamos olhar para o exemplo dos nossos vizinhos espanhóis, dos ingleses, dos italianos.

Não gosto da imagem do Indiana Jones. Mas se a sua publicidade puder ser benéfica para a investigação arqueológica, então que seja bem aproveitada para a salvaguarda do nosso património.

segunda-feira, junho 30, 2008

Sócrates. O menino de ouro do P.S.

Já está à venda.

Aliás, sempre esteve à venda!

Se eu não estivesse em contenção de despesas e com tão pouco tempo livre para literatura de cordel, ainda comprava a coisa só para me rir um bocadinho.

domingo, junho 29, 2008

Dúvida

Será que também é crime plagiarmo-nos a nós próprios?

É que tenho para aí umas coisas escritas em exposições e folhetozitos que agora me davam muito jeito para um trabalho de mestrado.

Vou assumir que não é.

O máximo que poderia acontecer era eu processar-me a mim própria!

Duas Divas

O meu vizinho do lado

Consegue manter-me actualizada de todos os resultados do Benfica e da Selecção.

Se eu tivesse uns ouvidos sensíveis não como é que seria...

O senhor consegue utilizar, durante um jogo de futebol ou sei lá o que é que está a dar agora, todos os palavrões possíveis e imaginários.

Para quê pagar Sport tv se tenho um vizinho assim?

Agora mesmo ouvi um:

"GOOOOOOOOOLO! Filhos da p...!

sábado, junho 28, 2008

Vi

pela centésima vez a Lista de Shindler.

E pela centésima vez não consegui evitar as lágrimas!

terça-feira, junho 24, 2008

Gang das picaretas

venho por este meio convocar o gang das picaretas para assaltar os níveis de entulhos de um certo sítio arqueológico.

segunda-feira, junho 23, 2008

São 10 da noite

e acabei de enviar o trabalho de Sig à prof.

Estava a jantar quando me deu um súbito ataque de inspiração e acabei a coisa.

Estou exausta e tenho a cozinha transformada num campo de batalha.

Adiante!

Faltam 3 trabalhos para acabar o ano lectivo!

Faltam 14 dias para começar a escavação!

Faltam 47 dias para ir de férias!

sexta-feira, junho 20, 2008

Estamos desgraçados! Já não vamos ser campeões da Europa

"Pode resumir-se tudo a uma questão de eficácia ou fiabilidade. A Alemanha é aquela máquina. Não falha. E Portugal falha. Falha nos momentos decisivos, falha em frente à baliza, falha a defender, falha em lances em que não se pode falhar."
in Público

O que eu acho engraçado é que há uma semana éramos os maiores!

quinta-feira, junho 19, 2008

Acabou-se o circo

temos pena!

Hoje

começo a 3.ª fase da saga dufine.

É melhor ir almoçar antes de começar a fazer efeito.

quarta-feira, junho 18, 2008

Getting hysterical

www.mariza.com


30 de Junho.


Faltam 12 dias. Ainda!

É oficial

Amanhã tenho os bilhetes de avião!

Há lá coisa que me deixe mais feliz que gastar dinheiro em bilhetes de avião? Só mesmo andar neles!

Querido tempo
posso pedir-te o favor de passares rápido e que durante 8 dias do mês de Agosto passes muito devagarinho? Please, please, please!


E agora vou parar de sonhar e vou fazer a minchia do trabalho de Sig

Eu

que até sou uma gaja revolucionária, hoje sinto-me um pouco reaccionária.

Apetece-me fazer um blog onde só entrem leitores convidados. Ou um blog com censura!

Talvez!

terça-feira, junho 17, 2008

11

Algo de estranho se passa no reino na Siglândia!

Tive 11!

Como?

Não sei e não me interessa!

E eis que me deu um novo ataque de riso depois de ver a nota!

Estou safa. Estou safa. Estou safa.

lá, lá, lá, lá

Ele há coisas

que não se percebem.

E que por não se perceberem não terão lugar neste blog.

Mas que são vergonhosas, isso são!

segunda-feira, junho 16, 2008

E o que me custa

depois do teste de Sig, ter agora de pensar em fazer um trabalho para aquilo!

Não, ainda não sei a nota e mesmo que soubesse não diria que tal desgraça não é digna da qualidade deste blog.


E agora mudando radicalmente de assunto e de estado de espírito.

Tenho menos de dois meses para me curar das vertígens.

Eu até gostava de postar aqui uma foto do meu destino de férias mas o blogger não deixa. E, se calhar, até é melhor assim, para não agourar.


cá vai


domingo, junho 15, 2008

Não vou aqui falar das férias para não agourar!

sábado, junho 14, 2008

Chocolote Mars II e SIG

Nota prévia: o texto que se segue foi escrito dois minutos depois de ter entregue a folha de teste. Para além de estar com um ataque de riso estava também em choque pós-traumático, pelo que o texto pode não fazer grande sentido.

Desta nem 20 chocolates Mars me safavam. não isto não era um teste para descer a nota, mas sim para humilhar. Belíssimo. Só posto aqui a nota se tiver nota superior ou igual a 5, mas como não vou ter nunca vão saber a minha nota.
Este sim vai ser o maior descalabro de toda a história da minha vida académica. Que degradante. Vou desistir de Sig II. nunca mais quero ouvir falar disto. Por isso, caros leitores acaba aqui a saga do sig. Sig é parecido com saga e arcgis é igual a arcsheet (podem substituir os dois "e" por um "i". Afloram neste momento á minha cabeça um chorrilho de impropérios que não postarei aqui.

Agora vou passear para o campo com o meu amigo factor 50 e logo á noite vou ter reunião de preparação das férias.

Adeus, até um dia destes, não sei se sobreviverei ao choque de olhar para a nota do teste!

sexta-feira, junho 13, 2008

Prognósticos

só no fim do teste.

É amanhã das 10 às 13.

A todos aqueles que forem crentes seja em religião for, agradeço umas preces, makumbas e outras feitiçarias, porque vou precisar. Aliás todos vamos precisar.

E como eu sou uma rapariga teimosa e gosto de ter sarna para me coçar estou inscrita em Sig II.

Siga para bingo

A culpa de eu não estudar Sig

é de um tal fórum chamado Petiscos e Mariscos, forum esse em honra de uma dita tasca de Montemor. Tasca essa cujo dono parece que se recusa a entrar no fórum. Deve ter medo que as bassas faça concorrência ao seu marisco e à sua bifana da meia noite!

Dentro de dois meses

vou fazer uma coisa que já não faço há 14 anos.

Vou ter férias em Agosto (o ano 2000 não conta porque estava desempregada).

E se por um lado estou ansiosa por esta experiência quase inovadora, por outro estou apreensiva. Vou abandonar a escavação a meio. É certo que é só por quatro dias e que a escavação fica muito bem entregue. Mas isto vai doer!

É quase como se fosse deixar um filho meu aos cuidados de outras pessoas para me ir divertir. Parte do meu coração vai ficar cá. Não me vou conseguir abstrair para aproveitar ao máximo aquelas férias. E vou estar a pensar constantemente no que é que eles estão a encontrar e no que eu estou a perder.
Nesta altura do campeonato, já não espero grandes surpresas, muito menos na área que este ano vamos intervencionar. Mas nunca se sabe. E quase que aposto que no dia antes de ir de férias vão surgir algumas surpresas, para me deixar ainda mais triste por me ir embora. Aiiiiiiiii!

Quando soube que ia ter que tirar uma semana de férias em Agosto (obrigações matrimoniais assim o exigem) decidi imediatamente que iria para um SPA. Com cinco semanas de escavação em cima e mais três à minha espera, nada melhor que um SPA para recuperar energias.

Pois, caros leitores, imaginem o contrário de um SPA. É para aí que eu vou. Será concerteza um spa para os olhos. O corpo que se lixe. Vou chegar muito mais cansada mas concerteza muito mais feliz, nem que seja por estar novamente de volta aos meus buraquinhos.

Quando tiver mais certezas da cidade de destino, do itinerário e da cidade de partida, posto aqui para se roerem de inveja!

E agora para mudar completamente de assunto, amanhã tenho teste de Sig. Aquele teste em que eu era suposto ter estudado muito para manter a nota.....

Pois!

terça-feira, junho 10, 2008

"A Raça, o dia da raça"

raça têm os cães, senhor Presidente da Républica!

Hoje é dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

O dia da raça comemorava-se no tempo do outro senhor, cujo nome não gosto de pronunciar muito menos de escrever. Aquele senhor que caiu da cadeira!

Cuidadinho com as gafes senhor Presidente!

Ou será que não foi gafe? Não era o senhor, que no tempo do outro que se seguiu ao que caiu da cadeira, estava lá no parlamento?

Quer voltar aos velhos tempos?

Esta gafe merece um sério pedido de desculpas a todos os portugueses.

O senhor nunca se engana e raramente tem dúvidas não é?

segunda-feira, junho 09, 2008

Música

Estava ainda agora a estudar Sig, quando na rádio passa a musica do Rui Veloso "Não há estrelas no céu".

E lembrei-me de um pensamento que tive durante a minha adolescência.

Estava sentada no Polivalente da Escola Secundária, e na rádio da escola estava a passar esta mesma música. E eu pensei que aquela era e seria sempre a música da minha vida. Devia estar mesmo no auge da adolêscencia porque aquela música exprimia exactamente aquilo que sentia. Que deprimente!

É tão engraçado!

Bem vou fazer mais uns exercícios...

Fotos

de um trabalho de mestrado que ando a fazer ali para os lados da Pintada e S. Mateus

Ermida de S. Mateus

Branco

Paisagem

Ermida de Santa Margarida

Nora

Vinha

E agora venham-me cá os meus queridos amigos e futuros colegas do Norte dizer que Montemor é o "fim-do-mundo"!

Qual Gaia, qual Freixo de Espada à Cinta - digo Figueira de Castelo Rodrigo, isto é que é qualidade de vida e beleza.

Viva Montemor e o Alentejo!

E agora às 22.55 vou estudar Sig

A minha TOC (II)

É esta barrinha do lado esquerdo do ecran que diz layers




Não é tão linda a minha TOC?

A minha TOC (I)

voltou.

Estou tão contente por já poder voltar a estudar Sig...

Estou sobretudo feliz por ter de estudar para um teste que não estava previsto. Mas uma vez que tivemos notas altas, temos agora que nos redimir para baixar as notas!

O caraças!

Hei-de estudar que nem uma maluca e vou manter a porra do 15!

(está-se a ver o estudo.......)

P.S. - A minha TOC voltou porque o meu querido amigo e coleguinha Espinete me instalou o argis novamente.
Obrigada Espinete. És um fofinho!

sábado, junho 07, 2008

Porreiro, pá!

A Selecção Nacional de Futebol lá ganhou o seu primeiro jogo do Euro 2008.

Pelo menos por uns dias, pode o nosso primeiro dormir descansado que não se vai falar de crise, nem de aumentos de combustível, nem do preço dos alimentos, nem de desemprego, nem de outros assuntos chatos.

O que está a dar é futebol e enquanto os nossos ganharem está tudo bem!

É preciso é vir apitar para a rua. Que se lixe o preço dos combustíveis (que por acaso até está bastante mais baixo, mas só para as gasolineiras que aqui o povinho continua a pagá-lo a preço de ouro)

Já lá diziam os romanos que o que o povo quer é pão e circo. O pão é escasso e caro, por isso vamos ao circo, que é como quem diz ao futebol. Ou melhor vêmo-lo na televisão que até fica mais barato que uma viagem daqui para a Suiça.

Viva a selecção nacional, o sócrates e as gasolineiras!

sexta-feira, junho 06, 2008

Um grande favor

Caríssimos amigos e leitores deste blog

peço-vos o favor de perderem 2 minutos do vosso tempo e assinarem um petição muito, muito importante.

O governo está prestes a encerrar a mais importante biblioteca portuguesa dedicada exclusivamente à arqueologia - a biblioteca do já extinto IPA.

Esta era a antiga biblioteca do Instituto Arqueológico Alemão. Aquando do encerramento da delegação de Lisboa deste instituto, o IPA, conseguiu negociar a manutenção da riquíssima biblioteca em Portugal, mediante a condição de esta se manter aberta ao público e da manutenção dos postos de trabalho existentes.

Parece que o estado precisa urgentemente das instalações do IPA (diz que é para a construção do novo Museu Nacional dos Coches que esse sim dá dinheiro) e como no Palácio da Ajuda não existe espaço (muito provavelmente devido à existência de muitos tachos, panelas, frigideiras e afins), O Instituto Arqueológico Alemão ameaça agora levar todo o acervo da sua biblioteca para a delegação de Madrid.

Para além da biblioteca do IAA, encontra-se aqui uma enorme quantidade de monografias e periódicos resultantes da permuta das edições do IPA, nomeadamente a extinta "Revista Portuguesa de Arqueologia" e a extinta série dos "Trabalhos de Arqueologia".

Estão aqui também arquivados todos os relatórios resultantes de trabalhos arqueológicos em Portugal, desde o Estado Novo até à actualidade.


Por isso, por favor, assinem a petição

http://www.petitiononline.com/biblipa/petition.html

Obrigado

Degradante

A única vez que que eu estou a gostar do arcgis (Sig), desaparece-me a TOC.

A única vez que eu estou ansiosa por uma aula de Sig (para resolver o problema da TOC), não há aula.

Definitivamente o SIG odeia-me.

E perguntam vocês o que é a TOC?

A TOC é o diminutivo para Table of Contents.

E o seu desaparecimento não me deixa nada contente!

E o seu desaparecimento impede-me de fazer seja o que for no arcgis.

Estou literalmente .... (acrescentem o que quiserem, que isto é um blog sério e está sujeito a censura)

Eu quero

a minha TOC de volta

terça-feira, junho 03, 2008

sábado, maio 31, 2008

Nem tudo é mau

A chuva vai permitir-me passar o segundo fim-de-semana seguido em casa.
Já lá diz o proverbio:
"Sem verão não há escavação".


Mas já farta um bocadinho. Eu que até gosto muito de chuva, e que ando sempre muito preocupada com o problema da seca e que prevejo sempre cenários terríveis de falta de água, já estou um bocadinho farta da chuva.

Bem, eu até nem me importava que chovesse, o que eu preciso é de Sol!

Ouviste S. Pedro

EU PRECISO DE SOL, SOL, SOL, SOL!!!!

quinta-feira, maio 29, 2008

Primavera e não só


Olhos postos na terra, tu virás
no ritmo da própria Primavera
e como as flores e os animais
abrirás as mãos de quem te espera


Eugénio de Andrade


Vêm Primavera,
Vêm, por favor!

terça-feira, maio 27, 2008

Trovas ao S. Pedro

S.Pedro parvalhão

és um grande aldrabão

Deixa lá vir o verão

assim é que não

ou apanho uma depressão

domingo, maio 25, 2008

Constatações (II)

A internet devia ser abolida!

Ando para aqui a vaguear há horas, quando devia estar a estudar!

quinta-feira, maio 22, 2008

Há dez anos e um dia

estava assim




Não no meio deste maralhal, mas sim nas escadas da minha Faculdade que é onde pertencemos - a grande FLUL.


Notinha: Sim eu tenho 25 anos e há dez anos e um dia estava aqui. Eu sempre fui muito esperta e inteligente. Sobredotada, até!

Troco

joelhos e pés de arqueóloga em mau estado

por

joelhos e pés de qualquer outra profissão em bom estado

Que raio. Quando podia estar descansadinha a escavar ao pico e ao colherim os joelhos e os pés começam a queixar-se valentemente!

Mas será que eu só sou boa para escavar à picareta?

Ainda bem bem que a minha escavação não é de Pré-história

quarta-feira, maio 21, 2008

Hoje

Familiares e amigos de José Adelino dos Santos reuniram-se para ouvir falar a Teresa Fonseca dos tempos da ditadura e de homens e mulheres exemplares que com a sua abnegação lutaram para que hoje todos pudéssemos estar no magnífico e recém inaugurado Arquivo Histórico Municipal.

Não posso, decorridos que foram poucos minutos daquele acontecimento, descrever o imenso orgulho deste meu tio-avô a quem me roubaram o direito e o imenso prazer de o conhecer.

Ficam as fotografias

A exposição

A conferência

O meu avô


A minha bisavó Mariana



A família de José Adelino dos Santos

Uma frase de Teresa Fonseca,
“Montemor-o-Novo não tem só um riquíssimo património histórico, cultural, monumental artístico. Montemor-o-Novo tem sobretudo um riquíssimo património cívico e político. Montemor-o-Novo é um exemplo de cidadania”

E um imenso obrigado a quem nos proporcionou este momento.

Quem não foi perdeu uma brilhante lição de história do século XX!

S. Pedro

apetecia-me algo!

Talvez fotosíntese!


Eu sei que esta conversa já farta, mas eu também já estou farta deste tempo.

E é que não há melhoras à vista, chiça!

terça-feira, maio 20, 2008

Arqueologia vs. retroescavadora

Anda, nos meios arqueológicos nacionais, instalada mais uma grande polémica. Desta vez acerca do uso de retroescavadoras em escavações arqueológicas.

Há uns anos atrás, a minha pessoa, ainda muito verdinha nestas coisas da arqueologia, ouviu, de um conceituado arqueólogo da nossa praça, que deveria experimentar utilizar uma retroescavadora ou uma bobcat para retirar a primeira camada de terra nas escavações do castelo. Não lhe disse que não, quem era eu, mas pensei para os meus botões, que retroescavadora ou fosse que máquina fosse em escavações minhas, nunca na vida!

Na campanha de verão de 2006, o inferno desceu à sondagem de M.P., sob a forma de um portentoso entulho do século XVII constituído por enormes pedregulhos e argamassa. Os materiais eram escassos e terra nem vê-la. Só pedras, argamassa e algumas, poucas, telhas.

Durante cerca de um mês, todos os rapazinhos com um corpito mais avantajado eram sucessivamente deslocados para o chamado “campo de concentração”.

Imploraram-me por uma máquina. Que não conseguiam, que estavam esgotados, que tiravam entulho, entulho e o entulho nunca mais acabava.

Quase sucumbia à tentação cada vez que olhava para o estado deplorável daqueles moços depois de algumas horas de escavação. Mas insisti que não. Pelo menos até se encontrar um nível de pavimento, a escavação teria que ser feita à força de braços.
E o pavimento lá apareceu, dois metros e meio de entulho, depois.

No Inverno de 2006/2007, vi-me obrigada a conviver de perto com uma retroescavadora num acompanhamento de obra de grandes dimensões, também no Castelo.
E uma semana depois de iniciados os trabalhos, o condutor da retroescavadora já distinguia quando a pá da máquina batia numa pedra solta ou naquilo que poderia ser uma estrutura. Parava a máquina, quando via um caquinho minúsculo, quando via uma camada de terra de cor diferente e colocava milimetricamente a pá da máquina onde pedíamos.

E neste acompanhamento identificámos dezenas de muros, pavimentos em terra batida, ruas, 3 cisternas, uma necrópole a dez centímetros de profundidade e “otras cositas más”. E tudo correu muitíssimo bem.

É evidente que apesar de também termos prazos a cumprir estávamos muito longe dos ambientes normais de acompanhamento de obra e de empresas de arqueologia.

É evidente também que nem todas as máquinas são conduzidas por um Sr. J.M.!
É também importante dizer que para uma retroescavadora tínhamos vários arqueólogos e enquanto uns limpavam estruturas e faziam registos, os outros podiam estar a acompanhar os trabalhos da máquina.


Tempos de ouro esses, em que tínhamos uma equipa de 6 pessoas no campo, mais uns quantos voluntários que iam aparecendo e duas pessoas no gabinete!

Não quero, nem posso, por isso comparar a minha experiência com a de tantos arqueólogos que por esse país fora que sofrem à frente de uma retroescavadora.

Mas este acompanhamento permitiu-me perceber que a utilização de um bichinho destes numa escavação arqueológica pode ser muito útil desde que sempre acompanhada por vários pares de olhos e conduzida por uma pessoa experiente e minimamente interessada pela arqueologia.

E foi assim que na campanha de 2007, venci os meus medos, e se utilizou uma retroescavadora nas escavações.

E em 15 dias foram retirados metros e metros cúbicos de entulho. Se não fosse à máquina seria impossível continuar com as escavações naquele local e a dúvida persistiria para sempre acerca da funcionalidade daquele possível grande edifício.

Por isso acredito sim, que se pode e deve utilizar meios mecânicos numa escavação arqueológica. No entanto é preciso conhecer muito bem a estratigrafia do local, ter absoluta confiança no operador da máquina e nas pessoas (arqueólogos) que a controlam.

Uma retroescavadora não é nenhum bicho-de-sete-cabeças e muito menos é inimiga da arqueologia. Pelo menos em certos casos!

Dentro dois meses

quando estiver a destilar,

vou-me arrepender do que estou aqui a escrever.

Mas eu agora só quero mesmo é sol e calor!!!


Please!!!

Este tempo deprime-me!

segunda-feira, maio 19, 2008

Os meus queridos coleguinhas

Espinete e Pipá vão para o campo fazer prospeção e voltam com uma rosinha para as meninas que ficaram no gabinete.

São uns fofinhos!

Assim vale a pena voltar de férias.

É pena os blogs não terem cheiro!

domingo, maio 18, 2008

Eu gostava de saber

quando é que posso começar a vestir a minha roupa de verão?

sábado, maio 17, 2008

Quando

as notas de um teste não espelham aquilo que realmente sabemos

fazemos outro teste, que não estava previsto, para que possamos baixar as notas e assim mostrarmos aquilo que valemos.

Estranho não é?

Somos todos uma cambada de burros que tiveram todos uma sorte do caraças e se saíram quase todos com altas notas que não mereciam.

E os culpados somos nós que afinal até percebíamos um poucochinho daquilo, ou a culpa é de quem fez o teste que parece que era fácil demais, atendendo às notas?

E o burro sou eu????????

Sinto-me enganada que passei uma semana a matar-me em cima daquela m..da daquele programa. Tive uma boa nota e agora sou (somos) prejudicada!

Ainda gostava de perceber a lógica!

fuck

quarta-feira, maio 14, 2008

É horrível

quando o nosso corpo nos quer fazer acreditar numa coisa.
E quando, 19 desilusões depois, nós ainda acreditamos que pode ser desta.

Porque a esperança nunca morre e o sonho vai realizar-se!

E não é que

o senhor se redimiu....

E até vai deixar de fumar.

Ele e eu

terça-feira, maio 13, 2008

Parece que as leis

são só para alguns.

Enquanto o povinho tem de vir para rua, apanhar frio, se quiser fumar um cigarrito, o sr. primeiro-ministro fuma num avião da Tap, que de privado não tem nada porque foi pago por todos nós.

Não é que eu ache mal que o nosso querido e amado Sócrates fume.
Pelo contrário.
Eu acho que ele deve fumar.
Eu espero que ele fume muito.
Se for preciso eu até contribuo com uns macinhos de tabaquinho para o senhor.
E acho ainda melhor que ele fume em lugares fechados, bem fechados para a porcaria ir toda directa para os seus pulmões.
Só é pena é não ter pegado fogo ao avião.

domingo, maio 11, 2008

Torre da Gadanha - Montemor

Hoje, de manhã, voltámos a fazer o percurso a pé da antiga estação de Caminho-de-ferro até Montemor, pela actual eco-pista.

Chegámos à Torre com alguns minutos de atraso


Mas ainda a tempo de ver passar comboio



Diz a organização que participaram mais de 200 pessoas.

Começámos todos muito juntinhos
A paisagem é linda, como tudo em Montemor

A meio do caminho já ia tudo mais disperso

Vimos ao longe a Ermida de S. Mateus
e campos coloridos

Eis que começamos a ver o sítio mais bonito do mundo

uma cegonha
e o sítio mais bonito do mundo revela-se em todo o seu esplendor e grandiosidade
A ponte estava já à vista. Mas só para os corajosos e sem vertigens

porque euzinha, fui dar mais um passeiozinho para fugir à ponte

Mas valeu a pena



Há gente com muita coragem!!!
Tive tempo para umas fotos no antigo lavadouro

E, 14 Kilómetros e duas horas e meia depois, chego finalmente ao jardim da estação

E enquanto uma certa pessoa dorme desde as 3 da tarde, euzinha arrumei metade da casa e estou há duas horas a fazer uploads de fotos.

sexta-feira, maio 09, 2008

Tive 15

tive 15
tive 15

tive 15



Obrigado Chocolate Mars!

Elogio ao chocolate Mars


Já disse aqui ontem que desde 1999 não fazia um teste. Pois, desde para aí 1997, que antes de um qualquer teste tinha como ritual comer um chocolate Mars. Não sei porquê o Mars, porque até gosto mais do Twix. Por vezes eu e a minha amiga F.B, dividíamos irmãmente uma lata de leite condensado que comíamos à colherada.
E acho que desde 1999 que não comia um chocolate Mars.
Hoje, 5 minutos antes do teste de Sig, cumpri o ritual dos tempos da licenciatura da FLUL e comi um chocolate Mars.

Não sei se foi do chocolate, mas o teste correu-me bem melhor do que estava à espera. O teste de Sig adivinhava-se como o maior desastre da história da minha vida académica.
Ainda não percebi muito bem como é que consegui fazer aquilo.
Nada de grandes expectativas. Afinal a parte teórica está muito mal feita.

O chocolate Mars é mesmo um poderoso ajudante de neurónios.
E como estou aqui a fazer publicidade, bem que a marca me poderia patrocinar alguns chocolatinhos, para futuras investidas no SIG.

quinta-feira, maio 08, 2008

o último teste que fiz foi em 1999

SIG

Sig é um sistema de informação geográfica. O Sig é muito importante porque dá para fazer muitas coisas, com imagens, plantas, mapas etc.

o arcgis é o programa que dá para fazer essas coisas todas do Sig. Tem layers, dataframes, feature classes, geodatabases e mais coisas.

And that's all I know.....
Oh my God, I'm so very clever

E o teste é amanhã. LOL

Constatações (I)

ou mais uma desculpa para não estudar Sig.


"A cera facial veet não remove pêlos muito curtos".

Teremos assim que deixar crescer uns farfalhudos bigodes para que dê resultado?

Mulher sofre. Apre!

Memórias. O Monte do Marquinho (1)

Ou todas as desculpas e mais algumas para não estudar Sig.

Guardo do Monte do Marquinho as memórias mais felizes da minha infância.
Foi aqui que morei dos dois aos sete anos. E era apara aqui, para a casa dos meus avós, que vinha nas férias grandes, e em todas as outras férias escolares, feriados ou sempre que não tivesse escola.

Era aqui que me sentia verdadeiramente feliz, embora acho que não tivesse consciência disso.
Na casa dos meus avós não havia água canalizada nem casa de banho.
Íamos ao poço buscar a água em cântaros de barro. Havia também uns cântaros maiores de plástico azul, mas esses por serem muito pesados, só o meu avô é que os utilizava. Eu tinha uma cantarinha de barro e um pequeno regador verde-claro que utilizava para ajudar a carregar a água, a regar as flores da minha avó e a dar água aos cães, galinhas e coelhos.

A questão da casa de banho era mais complicada. Primeiro tomávamos banho nuns grandes alguidares de plástico. Para nós, crianças, o alguidar era colocado no meio da cozinha que funcionava também como sala de estar e que era também a casa de entrada. Os adultos tomavam banho nos quartos.
Depois o meu pai e o meu avô fizeram uma espécie de uma barraca de madeira nas traseiras da casa com pouco mais de um metro quadrado, pelo que me lembro. Numa das paredes colocaram um balde de alumínio em que fizeram um furo para colocar o bico de um regador com uma torneira. Esse balde de alumínio deveria ter capacidade para cinco a dez litros. Quando queríamos tomar banho íamos buscar a água às panelas de ferro que estavam sempre ao lume, cheias de água. Depois com água fria amornávamos a água. E assim tomávamos banho com cinco ou dez litros de água. Lembro-me que quando entrei para a escola primária que ficava perto da nossa casa eu era das únicas, senão a única que tomava banho de chuveiro – aquilo a que hoje chamamos duche.

Quanto às outras necessidades, pois…
De noite utilizávamos um penico de faiança branca que se colocava debaixo da cama ou dentro de um compartimento próprio que existia nas mesas-de-cabeceira daquela altura. Durante o dia, íamos ao campo, atrás de uma oliveira, ou de um sobreiro.
O meu avô tinha expressões muito engraçadas. A expressão que ele utilizava quando nos queria dizer que ia fazer as suas necessidades era “arrear a calça”. Eu durante muitos anos perguntei-me o que quereria dizer esta expressão, mas não me lembro de alguma vez ter perguntado.

Eu e a minha irmã, arranjámos uma vez um bordo de uma grande talha de cerâmica, daquelas onde se guardavam as azeitonas. Como o bordo dessa talha tinha as dimensões adequadas adoptamo-la como nossa sanita. E sempre que a queríamos usar tínhamos de andar a perguntar à outra atrás de que oliveira a tinha deixado da última vez que a tinha utilizado.

E éramos tão felizes nessa altura. Pergunto-me o que seria de nós agora se, por algum motivo, tivéssemos que voltar àquelas condições.

No Monte do Marquinho fiz a minha primeira experiência científica.
Como ouvia dizer que a terra de se movia, decidi comprovar. O problema é que a minha noção de terra naquela altura era algo ingénua. Qual planeta Terra qual o quê. Assim, um belo dia, decidi escavar um buraco – deve vir daí a minha paixão por escavar buracos – e espetar-lhe um pau, decidida a observar as suas movimentações.
Não me lembro quantos dias ou semanas monitorizei aquele pau, que para minha grande desilusão se mantinha estático.




Esta é uma das minha imagens favoritas do Castelo. Em primeiro plano, vê-se o poço e o tanque da horta do Monte do Marquinho.

quarta-feira, maio 07, 2008

terça-feira, maio 06, 2008

sábado, maio 03, 2008

Afinal

era só um mau contacto nuns fios e muito pó dentro da máquina.
Que alívio.
Já posso estudar Sig. Não amanhã. Porque amanhã vou escavar. Que bem que sabe!

Seis horas de aulas de Sig depois

e a uma semana do teste, a única coisa que consigo dizer é F******. Estou literalmente lixada.
Não consigo. Por muitos exercícios que faça. Por muito que gostasse de saber fazer e de perceber, não vou lá. Ou eu sou muito burra ou aquilo é demasiado difícil. Ou então é o meu cérebro que está orientado para outras coisas. Eu sempre estive, provavelmente demasiado, ligada às letras e muito pouco ligada às matemáticas e às histórias da informática. De informática sei o básico. De matemática pouco mais sei que dois e dois são quatro.. E aquilo é informática do mais avançado que há. Eu sei que é importante saber, mas não dá. Sinto-me terrivelmente deprimida com tamanha burrice.

E para culminar um dia mau, nada melhor que chegar a casa, ligar o PC para fazer mais exercícios e o PC não ligar. Ou seja, é fim-de-semana, não tenho computador nem o arcgis instalado no PC do P.

Nem posso estudar nem mandar arranjar o raio do computador. Não haveria altura melhor para a m**** do computador avariar??????????

Amanhã será outro dia. E amanhã vou escavar.

quinta-feira, maio 01, 2008

O que eu gosto mesmo

é de escavar.

O que eu também gosto muito, mas não tanto como escavar, é dirigir uma escavação.

A sensação de chegar a uma sondagem e poder escavá-la o dia inteiro sem interrupções é maravilhosa.
Dirigir uma escavação com várias sondagens a serem escavadas ao mesmo tempo e com uma equipa de 20 a 30 pessoas é complicado, cansativo e tira-me muitas vezes o prazer de escavar.
É a sensação de não se pertencer a lado nenhum.
Posso começar a escavar numa sondagem, mas depois chamam-me da outra, e depois faltam sacos, ou fichas, ou o material não está em condições, ou tenho de ir buscar alguém, ou, menos vezes felizmente, levar algum para o hospital. E quando se chega à sondagem onde estávamos já lá está mais alguém a escavar o nosso buraquinho, ou aquilo que estávamos a escavar já foi escavado. Vamos depois para outra sondagem e a história repete-se.
Eu costumo muitas vezes dar nomes ás sondagens pelas pessoas que coordenam a escavação dessas sondagens. A sondagem do M., a Sondagem do A, do U. da V. e por aí adiante. E a minha sondagem qual é? São todas e não é nenhuma.
Depois é a questão da responsabilidade. Dos voluntários que têm que ter condições mínimas para escavar, dos OTL. que tem horários diferentes e de 15 em 15 dias tem que se fazer relatório, dos cadernos de campo que têm que ser impreterivelmente feitos todos os dias e por vezes demora-se mais de duas horas, é a alimentação, dormidas seguros, a preocupação constante se falhou o registo de informação importante e toda a imensa logística que implica fazer uma escavação arqueológica.
È evidente que não estou sozinha em todas estas tarefas, mas é muito desgastante para todos nós.
E perdem-se tantas coisas giras que acontecem numa escavação. Tanta coisa e tantas histórias que nos passam ao lado e que depois ao longo do ano se vão sabendo. Tantos amores de Verão…

Esta conversa toda para dizer que o que eu gosto mesmo é de escavar, sobretudo se for à sombra como hoje foi.
Este ano só vou marcar sondagens à sombra, quero lá saber.
O sol não mata mas queima e bem.
Não que eu me queime que eu sou fanática de protector solar factor 50+. E depois uma coisa que me irrita e me mexe com o sistema nervoso é certas pessoas andarem ao sol, sem camisola e sem protector solar. Cambada de irresponsáveis…
E os joelhos que não querem estar dobrados e as malditas vertigens. Sim porque isto de ter um quarto de século tem muito que se lhe diga...

Hoje, no 1º de Maio, cheguei a casa cansada, suja, com o corpo pesado mas com a alma leve. Não, não estive a trabalhar. Estive a divertir-me a fazer aquilo que realmente gosto.

Eu já disse que gosto muito de escavar???

Sábado e Domingo há mais.
Amanhã há Sig. Ai!!!!!!

terça-feira, abril 29, 2008

Não vou tecer comentários

acerca da organização de uma certa universidade portuguesa.

Parece que eu e os meus colegas vamos ter uma aula no dia 1 de Maio. Parece que no dia 2 de Maio eu os meus colegas vamos ter duas aulas simultaneamente(o dia inteiro). Parece também que nos dias 3 e 4 de Maio (Sábado e Domingo) eu e os meus colegas vamos ter aulas. Para quem durante dois meses praticamente só teve uma disciplina, vamos bem lançados!

Valha-me o facto de a aula de 1, 2, 3 e 4 de Maio me agradar muitíssimo. Vou sujar e recalejar as mãos num sítio que me agrada bastante. E é só por isso que muito provavelmente me vão apanhar lá no dia 1º de Maio.


E também não vou tecer comentários acerca das modalidades do pagamento de propinas. Internet, multibanco, qual quê. O pagamento é presencial para não haver duvídas.

E agora não vou mesmo tecer mais comentários nenhuns.

Haja paciencia.

quinta-feira, abril 24, 2008

Orgulho

Do meu Avô, M. L., que arriscou a segurança e o bem-estar da sua família, para acolher na sua casa homens e mulheres que lutavam na clandestinidade contra a ditadura. O meu avô, que até aos últimos meses de vida manteve o mais puro e genuíno sentido de humor que alguma vez conheci. O meu avô que me carregou às cavalitas na primeira manifestação a que me lembro de ter ido, num 1º de Maio, em Évora.

Da minha avó N., que da pouca comida fazia muita para que quem ficava lá em casa, escondido, não passasse fome. Que comprou, de propósito, um grande tacho para poder cozinhar, ás vezes para mais de dez pessoas e que disse aos vizinhos que o tacho era para fazer os doces de Carnaval. A minha avó que me ensinou a fazer flores de papel para enfeitar as ruas da vila aquando do 25 de Abril e do 1º de Maio.

Da minha mãe, A., que emprestava o seu quarto para que nele se pudessem fazer as reuniões clandestinas e que desde muito cedo tinha como principal missão vigiar a casa, não fosse aparecer a GNR, ou até mesmo algum vizinho. A minha mãe que, alguns anos depois de vivermos em liberdade, estremecia e nos mandava entrar em casa, sempre que a GNR passava por perto.

Do meu pai, M. A., que não teve infância porque começou a trabalhar, no duro, aos oito anos. O meu pai, a quem roubaram a juventude, numa guerra estúpida e desnecessária. Guerra essa que hoje, mais de 40 anos depois de ter voltado, ainda não gosta de falar.

Do meu tio, J. A. a quem, desde quase bebé ensinaram que, se alguém perguntasse se tinha visitas em casa, respondesse que eram os tios que estavam de visita. O meu tio que perguntava quando é que os “tios” voltavam, quando passava algum tempo sem haver reuniões ou pessoas escondidas em casa dos meus avós.

Do meu avô, A. que teve uma vida muito dura mas que conseguiu criar, e muito bem, com a ajuda das suas irmãs A. e M. J., três filhos.

Da minha avó, M. A., que morreu cedo demais, decerto por falta de assistência médica, deixando três filhos muito pequenos.

Do meu tio, J. A. S, preso e torturado pela Pide. O meu tio, que contrariando os “avisos” da GNR, decidiu participar na manifestação em frente à Câmara, e onde acabaria por ser assassinado.
Dos seus filhos, A. e F., que perderam o pai cedo demais e dos seus netos que nunca tiveram a oportunidade de conhecer o avô maravilhoso que decerto teria sido.

Da minha tia, J., que poucos dias depois da revolução se despediu da casa onde trabalhava para poder finalmente ter a liberdade de participar nas festas, nos comícios e nas manifestações, porque a patroa era anti-revolução e nunca a deixaria participar neste tipo de acções.

Orgulho de todos eles e de quantos lutaram para acabar com a ditadura retrógrada que governou o país durante 48 anos.

A eles devo tudo o que fui, sou e serei. E a eles devo também a oportunidade de poder escrever livremente neste blog.

Porque o 25 de Abril é deles e de todos nós.

Bom 25 de Abril!

Porque é Abril

hoje trabalha-se a ouvir Zeca Afonso


O que faz falta é animar a malta...

quarta-feira, abril 23, 2008

Há dias no mês que deveriam ser simplesmente abolidos.

A espera continua

terça-feira, abril 22, 2008

Porque é Abril e não podemos esquecer

"A minha mãe continuou a ceifar. Andava já com os pés em ferida e os colegas, com pena, juntaram-se para lhe comprar uns sapatos. Passámos tempos muito difíceis. Íamos para a bicha do pão e do toucinho e quando chegava a nossa vez já se tinham esgotado os mantimentos. Vínhamos embora de mãos vazias depois de tanto tempo de espera. Passámos muita fome. A minha mãe chegou a pedir pelos montes de pessoas conhecidas. Muitas vezes cozinhava tomates com sebo de vaca, sem qualquer tempero"

"Tinha sete anos quando comecei a ir à escola em S. Mateus. Fazia mais de uma hora de caminho. Mesmo no inverno levava pouca roupa. Ia muitas vezes descalça ou com uns tamancos de sola de pau, que me magoavam os pés. O único agasalho que tinha era um xaile preto, feito dos restos de outro xaile da minha mãe. No verão levava um chapéu de palha. Tinha então apenas dois vestidos que usava de Verão e de Inverno. Um era azul às riscas mais claras e outro era axadrezado de vermelho, amarelo e branco. Por baixo, usava uma camisinha e uma combinação de flanela. Nesse tempo nunca tive um casaquinho de malha, nem sabia o que isso era."

"No triste dia 23 de Junho de 1958, fui à manifestação em frente à camara com o meu pai. Pouco antes, a GNR avisara-o para se ir embora. Quando me contou, perguntei-lhe porque não ia e ele respondeu-me que se os principais responsáveis pela concentração se retirassem os outro podiam perder a coragem, por isso ficaria até ao fim, para o que desse e viesse. Foi a última vez que falei com ele.
(...)
Quando começaram os tiros, os moradores das casas vizinhas abriram as portas para recolher as pessoas. Na casa em que me refugiei disseram-me pouco depois, que o meu pai tinha sido atingido, e estava morto ou gravemente ferido. Já não o cheguei a ver"

"Havia crianças carenciadas como eu que tinham direito a leite e queijo da Caritas e a roupa pelo Natal. Mas a mim nunca me deram nada. A desculpa era o facto de ser filha única, mas a verdadeira razão era a actividade política do meu pai"

"Regressavam dos interrogatórios com os olhos inchados, com o corpo todo pisado, muito maltratadas e quase mortas. Então protestávamos, pedíamos a presença de um médico ou de um enfermeiro e procurávamos lavar-lhes as feridas e ajudá-las dentro do possível. Algumas, depois da tortura do sono, não conseguiam durante muito tempo voltar a dormir"

"Quando fiz a 4.ª classe, uma professora da escola onde fui fazer exame, chegou a ameaçar-me de que ia reprovar, porque como não era baptizada, não era nada"

" Conheci muito bem o Germano Vidigal, um destacado sindicalista. Era calmo, delicado, pouco falador. Quando a G.N.R o prendeu, foi torturado até à morte. Um vizinho do posto da guarda, o Marques "Coxo", apesar de não ser propriamente um oposicionista, estava revoltado. Passava as noites à janela a pedir que alguém acabasse com aquele sofrimento. Outras vizinhas, apesar de fechadas dentro de casa, ouviam-lhe os gritos. As pessoas que o viram depois de morto passaram a informação de que lhe haviam esmagado os testículos."


Excertos do livro "A Memória das Mulheres. Montemor-o-Novo em tempo de ditadura", coordenado pela professora Teresa Fonseca e em que participaram várias mulheres da minha família.

Recordações

das escavações no Castelo 1991 e 1992




Eu escavei no silo que aparece nos 1.28 minutos (isto não está bem escrito, pois não?)

Aos 2.46 minutos aparece o silo do interior da Igreja de S. Tiago celebrizado pelo professor José Hermano Saraiva aquando da sua passagem por Montemor, pouco tempo depois. Disse o professor que este silo era, e passo a citar, "um buraco feito pelos arqueólogos à procura de níveis pré-históricos que afinal não existiam". O pior é que esta não foi a sua única pérola. Pelo que me lembro, e já é pouco, o professor conseguiu mostrar o que de pior havia em Montemor. Foi um terror!

Há pouco mais de dois meses, tive a honra de acompanhar parte das filmagens do professor no seu regresso a Montemor. Aparte a historieta de quem jura que viu a moura encantada passear pelo castelo nas noites de lua cheia e dos supostos milagres que a senhora da visitação faz aos estudantes, até gostei do programa. Com grandes elogios à recuperação da Igreja de S. Tiago, mostrou e explicou a simbologia da peça da mão de Fátima, talvez a peça mais importante encontrada até agora nas escavações do Castelo, uma vez que comprova a sua ocupação durante o periodo islâmico. Falou da importância da Barragem dos Minutos, enfim, redimiu-se do péssimo serviço que fez a Montemor há mais de 10 anos atrás.

O que é certo é que o senhor tem definitivamente o dom da palavra

E eu só gostava de chegar à idade dele nas mesmas condições físicas e sobretudo mentais. (À excepção das sobrancelhas claro, mas isso é fácil de resolver)

E o que eu gostava também era de estar a estudar Sig em vez de estar para aqui a blogar.

Mas agora vou dormir que se faz tarde!

segunda-feira, abril 21, 2008

O melhor de trabalhar quase no campo, é estar aqui sentada ao computador e ouvir lá fora os pássaros cantar.

O pior é sair aos claustros e ter sérias hipóteses de ser atacada por cocó de pombo.

sábado, abril 19, 2008

Operação limpeza concluída

Baaahhhhhhh!!!!!

Definitivamente não nasci para ser dona de casa. Dona da casa sim, mas não dona de casa.

Não. Não me sinto mais feliz nem menos deprimida. Apenas mais cansada e, sem dúvida, aliviada. Pelo menos por uma semana.

O meu sonho era ter uma enorme casa de campo com um batalhão de serviçais, uma governanta e um mordomo.

Vai sonhando vai, que o ordenadozito de função pública só dá mesmo é para sonhar!
Como desde ontem me tenho estado a sentir um poucochinho deprimida, mercê de seis horas de aulas de sig, vou seguir o conselho da minha amiga Filomena e vou limpar e arrumar a casa.
Pode ser que assim a depressão passe. Ou não!

quarta-feira, abril 16, 2008

Mental Note

Nunca, mas mesmo nunca mais, deixar a janela e a persiana do quarto abertas simultaneamente durante o dia.
À 1.30 da manhã podemos ter uma enorme vespa a voar alegremente por cima das nossas cabeças.

sexta-feira, abril 11, 2008

E entrámos na fase Dufine

Que seja o que a Deusa quiser

quarta-feira, abril 09, 2008

Relembrando o Heródoto4

O Museu Britânico: Dados para uma controvérsia




O museu britânico foi criado em 1753, na sequência da doação, por parte de Sir Hans Sloane, da sua colecção de objectos arqueológicos, herbário e biblioteca à nação britânica. Este pode assim ser considerado o mais antigo museu nacional do mundo.
No seu interior encontra-se a melhor exposição de objectos arqueológicos do mundo. No entanto, poucas dessas preciosidades são realmente originárias das ilhas britânicas, o que se por um lado as colocou a salvo de guerras e pilhagens, por outro, encontram-se totalmente fora de contexto, não sendo mais que meros objectos estáticos, integrados num local que não é o seu.
Discute-se actualmente se estes objectos devem ou não ir para o seu país de origem, quando esse país garante a salvaguarda e segurança desse património, como é actualmente o caso do Egipto. Mas pense-se o que teria acontecido ás obras de arte sumérias se tivessem sido devolvidas ao Iraque antes da guerra!!!