quinta-feira, julho 31, 2008

Precioso

Menino do Bairro Negro



Para mim, uma das melhores intrepretações de Mariza

Eu só espero

ainda estar mais ou menos inteira dentro de 9 dias.

Estou de novo a mancar.

Saltou-se-me um ligeiro bifinho do meu pézinho.

Não importa, porque apesar de manca posso andar e a contagem entrou finalmente num único dígito.

terça-feira, julho 29, 2008

Estou tão feliz

Opá é que estou mesmo feliz!

sábado, julho 19, 2008

Hoje fui à praia

Estava era um bocadito para o seco

DSCF5610

E em vez de areia havia terra.

em contrapartida, no meio da terra, por vezes encontravam-se umas coisinhas giras. Mas só um bocadinho giras, porque giras, mesmo giras, mas mesmo muuuuiiito giras, encontram-se num sítio que eu sei.

Óptimo exercício de descompressão!

quinta-feira, julho 17, 2008

segunda-feira, julho 14, 2008

Magoei

Andava eu tão feliz da vida a colocar fotos giras no flickr, convencidíssima que podia colocar até 100 megas por mês, quando, ao colocar 200ª foto, me aparece uma mensagem a dizer que tinha chegado ao limite da conta e que se quisesse continuar a postar mais fotos tinha de pagar.

Não é justo.

Uma pessoa vicia-se na coisa livre e gratis e depois tem de pagar!

O que vale é que o dolar não vale nada.

por 15 euros tenho capacidade ilimitada de fotos e posso por videos e mais coisinhas giras. Pelo menos por um ano.

É isso que farei amanhã.

Agora vou dormir, que me aguardam mais 5 dias de dura escavação.

São 0.18 horas do dia 14 de Julho de 2008

Acabei o meu último trabalho.

Estou oficialmente de férias escolares.

Faltam 26 dias para as férias.

sábado, julho 12, 2008

Exigências

O Miguel Sousa Tavares, essa autoridade em arqueologia e arte, diz que as gravuras do Côa são uns rabiscos e que não têm mais que 300 anos.

Se uns rabiscos com menos de 300 anos são considerados Património cultural da Humanidade, eu exijo que a Unesco classifique imediatamente as ruínas do Castelo de Montemor-o-Novo como Património da Humanidade, uma vez que concerteza têm mais que 300 anos.

Exijo também que o Miguel sousa Tavares volte para a escola primária, seja colocado em frente à janela com orelhas de burro, e leve uma reguada por cada ano de existência das gravuras do Côa. Dez mil reguadas em cada mão devem impedi-lo de escrever durante algum tempo. Isso sim seria um excelente serviço público.

quinta-feira, julho 10, 2008

Dúvida jurídica

Existe no direito a figura da "pessoa humana"?

É que o bastonário da Ordem dos Advogados acabou de utilizar este termo.

terça-feira, julho 08, 2008

Vaticano diz que

decisão anglicana de nomear mulheres bispos é entrave ao diálogo

Mas quando é que esta gente se dá conta que vive no século XXI?

Quando é que esta gente se dá conta que as mulheres têm direitos e deveres iguais aos homens? Que as mulheres existem e que as mulheres pensam?

O problema é que nós, mulheres, carregamos o pecado original. E os homens, esses seres perfeitos, são isso mesmo. São perfeitos e não têm pecados.

A começar pelo papa Ratzinger e a acabar nos santos inquisidores que queimavam mulheres, crianças e homens em nome da fé e da santa madre igreja, todos os homens são isentos de pecado porque são feitos à imagem e semelhança de Deus.

Que gentinha retrógrada e ridícula.

Que me desculpem os leitores católicos, mas a Igreja Católica já há muito que se devia ter retratado dos milhares de milhões de pecados que os seus seguidores cometeram em nome da fé e desta igreja falsa e decrépita.

segunda-feira, julho 07, 2008

Muito bom

Começar a escavação com uma aterragem e com uma perna que quase não consegue tocar no chão. E a cada hora que passa fica pior.

Amanhã já estou boa. Tenho que estar.

What choice do I have?

Quem me manda a mim, uns minutos antes da aterragem, andar a mandar boquinhas parvas e a dizer que tinha partido um pé e que já não podia trabalhar. Estúpida!

Eu não acredito em bruxas. Pero que las ay, las ay

domingo, julho 06, 2008

Amanhã

recomeçam as escavações no sítio do costume!

E como já tradição, as minhas expectativas para este ano são baixas!

Espero que, como já é tradição, eu esteja redondamente enganada!

Este ano, acho que nos anos passados também, não me apetece começar.

É muito cansaço, muito trabalho, muito calor, muita confusão, muitos calos nas mãos, muitas dores no corpo, muitas toneladas de terra tiradas.

Mas é também, muita animação, muito boa disposição, muitas gargalhadas, muitas brincadeiras, muitas amizades, e muitos achados.

E apesar de todo o cansaço, sei que estes vão ser os dois melhores meses do ano. São sempre.

E este ano vou interromper as escavações para ir de férias. Continuo a não me conseguir habituar à ideia.

E mesmo que seja só por uma semana, não sei se vou aguentar a lagriminha!

Faltam 33 dias.

sexta-feira, julho 04, 2008

Tristezas

São 2 da manhã.

Acabei um trabalho agora.

Amanhã, ou melhor, dentro de poucas horas preciso fazer um guião.

A apresentação é às 9, portanto dentro de 7 horas.

Segunda-feira começam as escavações (isto não é triste)

Acho que fui multada.

Só tive pena de não pedir ao sr. agente da GNR, para me transportar para o carro 30 litros de leite, 50 litros de água, muitos quilos de fruta e mais uns kilos de outros víveres. Sim, estava a trabalhar!

Pelo menos disse-lhe uma coisa que me estava entalada há muito tempo.

Vão mas é multar os carros dos colegas que deixam os seus carrinhos numa curva apertada e perigosíssima mesmo em frente à GNR. Não lhe disse isto claro.

Parvalhões.

Estou exausta.

Devia estar a dormir.

Faltam 5 semanas e um dia para as férias.

com 5 semanas de escavação pela frente.

quinta-feira, julho 03, 2008

Menino d'oiro





O meu menino é d'oiro
É d'oiro fino
Não façam caso que é pequenino
O meu menino é d'oiro
D'oiro fagueiro
Hei-de levá-lo no meu veleiro.

Venham aves do céu
Pousar de mansinho
Por sobre os ombros do meu menino
Do meu menino, do meu menino
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.

Quantos sonhos ligeiros
p'ra teu sossego
Menino avaro não tenhas medo
Onde fores no teu sonho
Quero ir contigo
Menino de oiro sou teu amigo

Venham altas montanhas
Ventos do mar
Que o meu menino
Nasceu p'r'amar
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.

O meu menino é d'oiro
É d'oiro é de oiro fino ....

Venham altas montanhas
Ventos do mar ....


Ah se o Zeca Afonso soubesse o que fizeram com o título da sua música.

quarta-feira, julho 02, 2008

Parabéns ao P., meu afilhado


Que cresças sempre assim. Feliz, alegre, esperto, traquinas, amoroso, ternurento e lindo, lindo, lindo! Perfeito como só tu consegues ser!


Parabéns pelos teus 4 aninhos, meu amor pequenino!

terça-feira, julho 01, 2008

Indiana Jones is no bad thing for science

FEW scientific disciplines have a hero as charismatic as Indiana Jones. The whip-wielding character is the most widely recognised image of an archaeologist and largely due to this, the field enjoys huge and untainted popularity. Yet many archaeologists still seem desperate to distance themselves from the phenomenon. Since the height of the last Indy fever in the 1980s I have given up counting the number of exhibitions, educational events and publications that shout: "The real archaeologist practically never works like Indiana Jones."
Now, Indy is back. Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull is released on 22 May, and there is every sign that it will be just as popular as its predecessors. So should archaeologists again rush to point out the gaping chasm between fiction and fact?
It is of course true that the films do not accurately represent professional archaeology. Modern archaeologists are not treasure-hunting looters, they do not use force to gain access to artefacts, and they do not normally wear fedoras or carry bullwhips. But movies appealing to mass audiences can be afforded a little licence. After all, science-fiction films and medical dramas aren't expected to be entirely accurate portrayals of space travel and hospitals either.
What weighs far more seriously is the criticism that elements of the film scripts communicate highly objectionable values. The adventures of Indiana Jones are premised on an imperial world in which western archaeologists routinely travel to the far corners of the globe in order to retrieve precious artefacts and save the world from Evil, giving the impression that the world is dependent on intervention from the west. Moreover, the films draw on a long cinematic tradition of portraying archaeology as the domain of white, heterosexual, able-bodied and comprehensively talented men who live though action-packed adventures in foreign countries.
This stereotype becomes part of the cultural baggage of very large audiences, and colours their perceptions of archaeology outside the cinema. It may even discourage individuals who do not think they conform to this apparent ideal from making archaeology their career choice. The discipline is the worse for any resulting loss of diversity.
In Crystal Skull, a more realistic portrayal of archaeology has been promised: co-writer George Lucas has stated that he and director Steven Spielberg "really wanted to capture what archaeology is like". Even so, the film clearly still aims at global mass entertainment rather than nuanced representations of archaeologists in real life.
But the popularity of Indiana Jones owes more to his spirit of adventure and fortunate discoveries than to the fact that he happens to represent a stereotype that is terribly politically incorrect. The quintessential archaeologist might well roam in Yorkshire or Massachusetts, he might be gay or of Asian or African descent. In the latest film, Indy is in his sixties and self-consciously refers to his age. And the success of Lara Croft shows that the hero can equally well be a heroine.
Ultimately, archaeology has far more to gain from being associated with characters like Indiana Jones than it has to fear. Public enthusiasm for the films attracts many bright young students to the field, as well as creating goodwill and occasionally providing fund-raising opportunities. Shortly after the third Indiana Jones film was released, for example, the Institute of Archaeology at University College London was raising funds to build new laboratories. Harrison Ford donated one of his character's bullwhips, which was auctioned for a substantial sum.
Dismissing any connection, on the other hand, is like telling people: "If you are interested in archaeology because of Indiana Jones, then it is not for you!" It is the equivalent of Greenpeace warning every potential donor that real Greenpeace activists virtually never work in small rubber dinghies fighting illegal whalers. Although true, this achieves nothing except alienating an interested audience before it has had the opportunity to hear what it is that you actually want to convey.
The irony is that archaeologists do find their subject exciting and are often driven by the same spirit of adventure that epitomises Indiana Jones. Many students choose their subject out of a desire to travel and a fascination for discovering ancient artefacts. Indeed, just like their professors, they tend to consider fieldwork under tough conditions pleasurable, taking any opportunity to tell each other of hardships encountered and hazards lived through. Even for seasoned scholars, the best rewards for hard work are spectacular discoveries, and it helps when they are made of precious metal.
“Archaeologists are driven by the same spirit of adventure that epitomises Indiana Jones”
There is a little "Indy" in many archaeologists, even if in public contexts that persona is hidden behind the face of a serious scientist. We may hate to admit it, but Hollywood's depiction of archaeology may capture something of the spirit of the discipline after all.
Cornelius Hortolf
in New Scientist, 14 de Maio de 2008


Peço desculpa por o texto estar em Inglês mas não tenho paciência para estar a traduzir isto tudo.

Odeio que associem a imagem dos arqueólogos ao Indiana Jones.

O meu trabalho não tem nada de aventureiro e muito menos de caça ao tesouro. No fundo é disso que tratam os filmes do Indiana Jones certo?

E sei que muitos jovens entram para arqueologia enganados. Tive um ou dois colegas de faculdade a quem aconteceu isso mesmo.

Há poucos dias telefonou-me a mãe de uma estudante de arqueologia que queria vir escavar. Disse a mãezinha que a filha era uma autêntica Indiana Jones. Não comentei. Mas também não gostei muito do comentário. Cá a espero. Adiante!

Quem vem para aqui a pensar que vai viver uma aventura vai ter uma desilução. A única aventura vai ser uma picareta nas mãos sob um sol de 40º. E os tesouros que vão encontrar são muros e cacos.

Se o Indiana Jones chama a atenção para a causa da arqueologia, sim chama. O problema é ver até que ponto essa chamada de atenção é ou não benéfica. A meu ver promove a actividade dos detectores de metais e de caçadores de tesouros. Não a arqueologia enquanto ciência.

Se alguns países e alguns arqueólogos tem a capacidade de aproveitar a publicidade do Indiana Jones para patrocinar projectos científicos, parece-me muito bem.

Nós Portugueses, estamos como sempre na cauda da Europa. Falta-nos a cultura do mecenato. Falta-nos valorizar o nosso património e os nossos sítios arqueológicos. Não se pode ganhar dinheiro como monumentos a cair. E sem dinheiro não há investigação nem valorização. Devíamos olhar para o exemplo dos nossos vizinhos espanhóis, dos ingleses, dos italianos.

Não gosto da imagem do Indiana Jones. Mas se a sua publicidade puder ser benéfica para a investigação arqueológica, então que seja bem aproveitada para a salvaguarda do nosso património.