sábado, março 31, 2007

Revista Almansor

Na passada sexta-feira, o novíssimo Centro Interpretativo do Castelo de Montemor viu acontecer o seu primeiro (espero que de muitos) acontecimento cultural.

Tratou-se da apresentação do N.º 5 da 2.ª série da Revista Almansor, reconhecida como uma das melhores revistas locais do nosso país, ou não fosse ela coordenada pelo Dr. Jorge Fonseca, ímpar historiador e conhecedor da história de Montemor-o-Novo.

Com uma apresentação gráfica cuidada e atraente, este número reverte-se de especial importância para o conhecimento de Montemor-o-Novo na época medieval, com a publicação de um artigo do Dr. Manuel Branco intitulado "Subsídios documentais para a História de Montemor (Século XIV)". Aqui se resumem 138 documentos inéditos do século XIV referentes a Montemor que em muito irão contribuir para o conhecimento histórico desta época.

Este número da Revista inicia-se com a publicação das actas do Colóquio "O Tempo de S. João de Deus. História e Cultura", que ocorreu em Montemor em 2005, integrado nas comemorações dos 400 anos da presença da Ordem hospitaleira em Portugal.

Para os interessados aqui vai o Índice:

Colóquio: O Tempo de S. João de Deus. História e Cultura
- "João Cidade, a identidade portuguesa e a dimensão universal de S. João de Deus", por Aires Gameiro;

- "Llegada a Portugal de los Hermanos de San Juan de Dios", por José Sánchez Martinez;

- "A Ordem Hospitaleira de S. João de Deus e a misericórdia de Montemor-o-Novo: dois séculos de tensões", por Teresa Fonseca;

- João Cidade regressa a Montemor como S. João de Deus, por Joaquim Chorão Lavajo;

- "Reais Hospitais Militares de S. João de Deus e a defesa do Alentejo", por Augusto Moutinho Borges;

- "Memorial del convento: Presencia de los hermanos de San Juan de Dios en la vill de Olivenza", por Luis Alfonso Limpo Piriz;

- "A Alimentação nos Hospitais Ocidentais (Séculos XV-XVII) - Reflexo de uma cultura medieval", por Margarida Reffóis;

- "O Espirito de S. João de Deus e a assistência aos doentes mentais no Hospital de Todos os Santos", por anastácia Mestrinho Salgado;

- "A Festa de caninozação de S. João de Deus", por Manuela Milheiro;

- " O retábulo do calvário do Senhor Jesus Crucificado da Igreja do antigo Convento de s. joão de Deus de Montemor-o-Novo: antecedentes formais e iconográficos", por Francisco Lameira;

- "Azulejos alusivos a S. João de Deus na Grande Lisboa", por Madalena Esperança Pina;

- "Para a Historiografia de S. João de Deus (novas achegas), por Manuel Cadafaz de Matos;


Outros Temas:

- "Subsídeos documentais para a história de Montemor (Seculo XIV)", por Manuel Branco;

- "História de montemor: Dos donos da quinta de D. Francisco", por António Vacas de Carvalho e João Baptista Malta;

- "Principalidade ded Lavre (séculoXVII-XVIII)", por Jorge Veiga Testos;

- "O Ferro e a arte em Montemor-o-Novo. A Porta Férrea da Igreja de s. joão de Deus", por Augusto moutinho Borges;

- "Contributos Para a História da arquitectura e do urbanismo em montemor-o-Novo, d século XVI ao XIX. III- O Asilo montemorense da Infãncia Desvalida no contexto da educação feminina em Portugal nos finais do Século XIX", por Ana Margarifa Portela e Francisco Queiroz;





Chegarás amanhã?


Janela Manuelina

Na Rua D. Vasco

segunda-feira, março 26, 2007

Triste dia para Portugal

E ainda mais triste para a nossa democracia e para aqueles que tão duramente a conquistaram.


Não pode ser verdade!!!!

sábado, março 24, 2007

Nora

Junto à fonte dos Cavaleiros

quinta-feira, março 22, 2007

Não está fácil publicar fotos no blog

a meio do download a internet vai abaixo. Isto acontece sete ou oito vezes até conseguir postar uma foto.

Será problema do blogger ou da minha internet

quarta-feira, março 21, 2007

Fonte das Fontainhas


A Fonte das Fontainhas localizada na encosta Norte do Castelo, deve ter constituido uma das mais antigas fontes de abastecimento de água quer ás populações do arrabalde quer inclusivamente às populações que habitavam o interior muralhado do Castelo.

Apesar de se desconhecer a data da sua construção, o escudo real que apresenta no seu frontão atesta a sua antiguidade.

Diz o povo que "Água como a das Fontaínhas, não há igual em Montemor"

segunda-feira, março 19, 2007

sábado, março 17, 2007

274 anos

Casa no Largo da Escola Nova


(gostariam muitos países de ter os anos de História que esta casa têm)

quinta-feira, março 15, 2007

Ainda sobre os Grandes Portugueses

O que dizem as Décadas:



"Finalmente el-rei assentou de prosseguir neste descobrimento, e depois, estando em Estremoz, declarou a Vasco da Gama, fidalgo de sua casa, por capitão mor das velas que havia de mandar a ele (...)" (descobrimento do caminho marítimo para a Índia)



"E sendo já no ano de quatrocentos noventa e sete, em que a frota para esta viagem estava de todo prestes, mandou el rei, estando em Montemor-o-Novo, chamar Vasco da Gama e aos outros capitães que haviam de ir em sua companhia, os quais eram Paulo da Gama, seu irmão, e Nicolau Coelho(...)"



Segue-se o discurso de D. Manuel:



"(...) E tendo eu na memória como Vasco da Gama, que está presente, em todas cousas que lhe de meu serviço foram entregues e encomendadas, deu boa conta de si, eu o tenho escolhido para esta ida como leal vassalo e esforçado cavaleiro, merecedor de tão honrada confiança(...)"



D. Manuel entrega a bandeira da Ordem de Cristo a Vasco da Gama que também discursa.



"Feita esta menagem, foi-lhe entregue a mesma bandeira, e um rendimento em que se continha o que havia de fazer na viagem, e algumas cartas para os príncipes e reis a que propriamente era enviado, assi como ao Preste João das Índias, tão nomeado deste reino e a el-rei de Calecut, com as mais informações e avisos que el-rei dom João tinha havido dauquelas partes segundo já dissémos. recebidas as quais cousas el-rei o espediu; e ele se veio a Lisboa com outros capitães"


João de Barros, Décadas da Ásia, Volume I, Capítulo I


Outro facto importante é que nas Cortes que se realizaram em Montemor, em 1495/1496, foi debatido, entre outros, o assunto da viagem à Índia.
(Em grande parte das publicações sobre Montemor é apenas este facto que é referido)




Quanto às décadas e para finalizar:

- Em Estremoz, Vasco da Gama é declarado, pelo rei, Capitão-mor da armada;

- Em Montemor, segundo João de Barros, é de facto feita a investidura solene em que Vasco da Gama, de joelhos, recebe do rei a bandeira e o cargo de embaixador do rei de Portugal.

Grandes Portugueses em Montemor-o-Novo


Por este antigo palácio (agora em ruínas), passearam-se de facto Vasco da Gama e o rei D. Manuel.
Se foi aqui que D. Manuel investiu Vasco da Gama como capitão mor da armada que descobriria o caminho marítimo para a Índia, tenho as minhas dúvidas.
Não é exactamente isso que entendo da leitura que fiz das Décadas de João de Barros.
Que gostava que tivesse sido aqui, isso gostava!


P.S. - E não é que depois de ler, pela vigésima vez, as Décadas fiquei com dúvidas!!!

domingo, março 11, 2007

Há dois anos

A Igreja de S. Tiago estava assim







Agora está assim









quinta-feira, março 08, 2007

Hoje,

Dia Internacional da Mulher, de S. João de Deus e da cidade




Foi inaugurado o Centro Interpretativo do Castelo de Montemor-o-Novo, na antiga igreja de S. Tiago!


P.S. (Alguma baba...)

terça-feira, março 06, 2007

Rufina Brigitte

A gata arqueóloga





a gata acrobata

sábado, março 03, 2007

sexta-feira, março 02, 2007

DGEMN

A Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais disponibiliza, desde há uns meses, na sua página da internet, parte do seu espólio fotográfico resultante das intervenções em monumentos do nosso país ao longo de várias décadas.

Deste valiosíssimo acervo faz parte uma coleção de mais de duzentas fotografias do Castelo de Montemor desde 1940 até aos nossos dias, permitindo-nos assim conhecer a sua evolução ao longo de todos estes anos.

A Torre do Relógio, por exemplo, e as zonas adjacentes, embora mantendo a sua traça praticamente inalterada, conheceram algumas modificações.



Nesta imagem de 1941, na zona do terreiro do Convento da Saudação, é visível um muro de reduzidas dimensões, ao contrário do forte pano de muralha que actualmente ali é visível.

Mais abaixo, no actual estacionamento, aparece uma construção relativamente extensa, finalizando, junto ao muro de suporte de terras, com uma porta em arco. Desconheço totalmente a finalidade e funcionalidade desta estrutura.

No século XVI, localizava-se aqui a chamada Praça Nova que sabemos, por documentação histórica, estar cercada por muros e possuir arcos. Parece-me muito pouco provável que esta estrutura possa estar relacionada com a Praça Nova.

Por outro lado, sabe-se que existiam aqui pequenas hortas. Seria o limite de uma das hortas? Parece-me uma construção demasiado alta e de boa qualidade para divisão de hortas.

Seria um reaproveitamento dos muros da Praça Nova para a divisão das hortas?

Nesta fotografia, igualmente de 1941, verica-se, para além da ruína deste troço de muralha, a existência de uma construção anexa à muralha com uma porta que possivelmente daria acesso ao interior da Torre.

Na muralha verifica-se igualmente a inexistência do adarve ou caminho de ronda.


Actualmente o acesso à Torre é feito através de uma escada rasgada na própria muralha.

Se estas fotografias são hoje, passados sessenta anos, um instrumento tão precioso, o que dizer daqui por algumas centenas de anos?

Parabéns à DGEMN!!!

quinta-feira, março 01, 2007

Relógio de Sol


Na Igreja rural de Nossa Senhora da Purificação da Represa