terça-feira, outubro 30, 2007
O Tempo
duração limitada, por oposição à ideia de eternidade;
período;
época;
sucessão de anos, dias, horas, momentos, que envolve, para o homem, a noção de presente, passado e futuro;
meio indefinido onde se desenrolam, irreversivelmente, as existências na sua mutação, os acontecimentos e os fenómenos na sua sucessão;
certo período determinado em que decorre um facto ou vive uma personagem;
oportunidade;
ensejo;
estação ou ocasião própria;
prazo;
duração;
estado atmosférico;
in Priberam
Tempus fugit!!!
O Tempo!
O tempo é relativo, subjectivo e pessoal!
A minha irmã custuma apelidar-me como "A arqueóloga mais ocupada do país".
É certo que o meu tempo não é muito mas também é certo que o desperdiço numa infinidade de pequenos nadas que poderiam demorar minutos a fazer mas que, com as distrações, acabam por demorar horas!
Uma musiquinha aqui, um puzzle depois, agora não gosto desta musica vou mudar, apetece-me jogar um jogo, tou farta deste CD vou ouvir outra coisa, agora vou ver o que tá a dar na televisão, vou ver uns blogs e uns sites na net!
E assim se passaram 13 dias úteis de férias em que deveria:
- Escrever um artigo para a revista Almansor e outro para uma revista de âmbito nacional;
- Adiantar os relatórios de escavação;
- Tratar de vários assuntos da J.F.N.S.V;
- Trabalhar para o mestrado;
- Limpar a casa e arrumar papéis;
- Passear a pé;
- Bloggar;
As férias já lá vão e não fiz NADA!
O Tempo não é meu inimigo!
Eu é que tenho de organizar o meu tempo e distrair-me das distrações!!!
Estudar e escrever é muito mais interessante e enriquecedor que fazer puzzles e jogar jogos. E posso fazê-lo a ouvir música. Mas se até com a música eu me distraio!!!
Raios...
Ainda por cima ando numa fase introspectiva!
Apetece-me escrever num blog mas não neste.
Este blog está demasiado relacionado com o meu trabalho e preciso de me distanciar. Preciso de escrever sobre outras coisas que não trabalho. A vida não é só trabalho. E a minha vida não é definitivamente, embora ás vezes me esqueça, só trabalho!!!
Gosto muito do meu trabalho e não saberia viver sem ele, mas não posso, nem devo, viver em função dele.
Assim este blog vai fazer uma longa pausa. Ou não!
Posso, eventualmente, postar alguns dos resultados das minhas investigações, mas não prometo nada. Não posso prometer nada!!!
Obrigado a todos aqueles que por aqui passaram ao longo de estes quase 3 anos!
Montemor é uma terra maravilhosa e já com uma considerável comunidade "bloguística" que retrata a beleza desta terra!
Gostei de estar por aqui!!!
quinta-feira, setembro 27, 2007
domingo, agosto 26, 2007
Diz que
Eu não ouvi. Disseram-me...
Embora me custe a acreditar - a actualização do blog anda tão escassa - agradeço desde já a distinção.
Agora, com o final das escavações, pode ser que consiga algum tempinho para postar qualquer coisita....
Quanto aos resultados das escavações:
Se por um lado se confirmam e reforçam algumas teorias, outras ficam ainda por confirmar, entre as quais a principal.
Mais uma vez a terra do castelo não desiludiu e os resultados estão à vista!
Está aqui a prova:
http://multimedia.rtp.pt/index.php?prog=2361
domingo, agosto 19, 2007
Achados
Um FIAT PUNTO......
domingo, maio 06, 2007
quarta-feira, maio 02, 2007
Ontem
terça-feira, maio 01, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
25 de Abril
Dentro de ti, ó cidade
Em cada esquina um amigo
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
À sombra duma azinheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
quinta-feira, abril 19, 2007
quarta-feira, abril 11, 2007
quarta-feira, abril 04, 2007
Rua da Calçada
Já existia no século XV, devendo o seu nome, certamente, ao facto de ter sido uma das primeiras ruas da vila a possuir calçada. Este melhoramento deve ter sido mais necessário devido ao seu acentuado declive.
Deveria constituir na Idade Média e tal como actualmente a principal ligação entre o Castelo e o arrabalde
segunda-feira, abril 02, 2007
domingo, abril 01, 2007
sábado, março 31, 2007
Revista Almansor
Tratou-se da apresentação do N.º 5 da 2.ª série da Revista Almansor, reconhecida como uma das melhores revistas locais do nosso país, ou não fosse ela coordenada pelo Dr. Jorge Fonseca, ímpar historiador e conhecedor da história de Montemor-o-Novo.
Com uma apresentação gráfica cuidada e atraente, este número reverte-se de especial importância para o conhecimento de Montemor-o-Novo na época medieval, com a publicação de um artigo do Dr. Manuel Branco intitulado "Subsídios documentais para a História de Montemor (Século XIV)". Aqui se resumem 138 documentos inéditos do século XIV referentes a Montemor que em muito irão contribuir para o conhecimento histórico desta época.
Este número da Revista inicia-se com a publicação das actas do Colóquio "O Tempo de S. João de Deus. História e Cultura", que ocorreu em Montemor em 2005, integrado nas comemorações dos 400 anos da presença da Ordem hospitaleira em Portugal.
Para os interessados aqui vai o Índice:
Colóquio: O Tempo de S. João de Deus. História e Cultura
- "João Cidade, a identidade portuguesa e a dimensão universal de S. João de Deus", por Aires Gameiro;
- "Llegada a Portugal de los Hermanos de San Juan de Dios", por José Sánchez Martinez;
- "A Ordem Hospitaleira de S. João de Deus e a misericórdia de Montemor-o-Novo: dois séculos de tensões", por Teresa Fonseca;
- João Cidade regressa a Montemor como S. João de Deus, por Joaquim Chorão Lavajo;
- "Reais Hospitais Militares de S. João de Deus e a defesa do Alentejo", por Augusto Moutinho Borges;
- "Memorial del convento: Presencia de los hermanos de San Juan de Dios en la vill de Olivenza", por Luis Alfonso Limpo Piriz;
- "A Alimentação nos Hospitais Ocidentais (Séculos XV-XVII) - Reflexo de uma cultura medieval", por Margarida Reffóis;
- "O Espirito de S. João de Deus e a assistência aos doentes mentais no Hospital de Todos os Santos", por anastácia Mestrinho Salgado;
- "A Festa de caninozação de S. João de Deus", por Manuela Milheiro;
- " O retábulo do calvário do Senhor Jesus Crucificado da Igreja do antigo Convento de s. joão de Deus de Montemor-o-Novo: antecedentes formais e iconográficos", por Francisco Lameira;
- "Azulejos alusivos a S. João de Deus na Grande Lisboa", por Madalena Esperança Pina;
- "Para a Historiografia de S. João de Deus (novas achegas), por Manuel Cadafaz de Matos;
Outros Temas:
- "Subsídeos documentais para a história de Montemor (Seculo XIV)", por Manuel Branco;
- "História de montemor: Dos donos da quinta de D. Francisco", por António Vacas de Carvalho e João Baptista Malta;
- "Principalidade ded Lavre (séculoXVII-XVIII)", por Jorge Veiga Testos;
- "O Ferro e a arte em Montemor-o-Novo. A Porta Férrea da Igreja de s. joão de Deus", por Augusto moutinho Borges;
- "Contributos Para a História da arquitectura e do urbanismo em montemor-o-Novo, d século XVI ao XIX. III- O Asilo montemorense da Infãncia Desvalida no contexto da educação feminina em Portugal nos finais do Século XIX", por Ana Margarifa Portela e Francisco Queiroz;
segunda-feira, março 26, 2007
Triste dia para Portugal
Não pode ser verdade!!!!
sábado, março 24, 2007
quinta-feira, março 22, 2007
Não está fácil publicar fotos no blog
Será problema do blogger ou da minha internet
quarta-feira, março 21, 2007
Fonte das Fontainhas

A Fonte das Fontainhas localizada na encosta Norte do Castelo, deve ter constituido uma das mais antigas fontes de abastecimento de água quer ás populações do arrabalde quer inclusivamente às populações que habitavam o interior muralhado do Castelo.
Apesar de se desconhecer a data da sua construção, o escudo real que apresenta no seu frontão atesta a sua antiguidade.
Diz o povo que "Água como a das Fontaínhas, não há igual em Montemor"
segunda-feira, março 19, 2007
sábado, março 17, 2007
sexta-feira, março 16, 2007
quinta-feira, março 15, 2007
Ainda sobre os Grandes Portugueses
"Finalmente el-rei assentou de prosseguir neste descobrimento, e depois, estando em Estremoz, declarou a Vasco da Gama, fidalgo de sua casa, por capitão mor das velas que havia de mandar a ele (...)" (descobrimento do caminho marítimo para a Índia)
"E sendo já no ano de quatrocentos noventa e sete, em que a frota para esta viagem estava de todo prestes, mandou el rei, estando em Montemor-o-Novo, chamar Vasco da Gama e aos outros capitães que haviam de ir em sua companhia, os quais eram Paulo da Gama, seu irmão, e Nicolau Coelho(...)"
Segue-se o discurso de D. Manuel:
"(...) E tendo eu na memória como Vasco da Gama, que está presente, em todas cousas que lhe de meu serviço foram entregues e encomendadas, deu boa conta de si, eu o tenho escolhido para esta ida como leal vassalo e esforçado cavaleiro, merecedor de tão honrada confiança(...)"
D. Manuel entrega a bandeira da Ordem de Cristo a Vasco da Gama que também discursa.
"Feita esta menagem, foi-lhe entregue a mesma bandeira, e um rendimento em que se continha o que havia de fazer na viagem, e algumas cartas para os príncipes e reis a que propriamente era enviado, assi como ao Preste João das Índias, tão nomeado deste reino e a el-rei de Calecut, com as mais informações e avisos que el-rei dom João tinha havido dauquelas partes segundo já dissémos. recebidas as quais cousas el-rei o espediu; e ele se veio a Lisboa com outros capitães"
João de Barros, Décadas da Ásia, Volume I, Capítulo I
Outro facto importante é que nas Cortes que se realizaram em Montemor, em 1495/1496, foi debatido, entre outros, o assunto da viagem à Índia.
(Em grande parte das publicações sobre Montemor é apenas este facto que é referido)
Quanto às décadas e para finalizar:
- Em Estremoz, Vasco da Gama é declarado, pelo rei, Capitão-mor da armada;
- Em Montemor, segundo João de Barros, é de facto feita a investidura solene em que Vasco da Gama, de joelhos, recebe do rei a bandeira e o cargo de embaixador do rei de Portugal.
Grandes Portugueses em Montemor-o-Novo
