sábado, maio 31, 2008

Nem tudo é mau

A chuva vai permitir-me passar o segundo fim-de-semana seguido em casa.
Já lá diz o proverbio:
"Sem verão não há escavação".


Mas já farta um bocadinho. Eu que até gosto muito de chuva, e que ando sempre muito preocupada com o problema da seca e que prevejo sempre cenários terríveis de falta de água, já estou um bocadinho farta da chuva.

Bem, eu até nem me importava que chovesse, o que eu preciso é de Sol!

Ouviste S. Pedro

EU PRECISO DE SOL, SOL, SOL, SOL!!!!

quinta-feira, maio 29, 2008

Primavera e não só


Olhos postos na terra, tu virás
no ritmo da própria Primavera
e como as flores e os animais
abrirás as mãos de quem te espera


Eugénio de Andrade


Vêm Primavera,
Vêm, por favor!

terça-feira, maio 27, 2008

Trovas ao S. Pedro

S.Pedro parvalhão

és um grande aldrabão

Deixa lá vir o verão

assim é que não

ou apanho uma depressão

domingo, maio 25, 2008

Constatações (II)

A internet devia ser abolida!

Ando para aqui a vaguear há horas, quando devia estar a estudar!

quinta-feira, maio 22, 2008

Há dez anos e um dia

estava assim




Não no meio deste maralhal, mas sim nas escadas da minha Faculdade que é onde pertencemos - a grande FLUL.


Notinha: Sim eu tenho 25 anos e há dez anos e um dia estava aqui. Eu sempre fui muito esperta e inteligente. Sobredotada, até!

Troco

joelhos e pés de arqueóloga em mau estado

por

joelhos e pés de qualquer outra profissão em bom estado

Que raio. Quando podia estar descansadinha a escavar ao pico e ao colherim os joelhos e os pés começam a queixar-se valentemente!

Mas será que eu só sou boa para escavar à picareta?

Ainda bem bem que a minha escavação não é de Pré-história

quarta-feira, maio 21, 2008

Hoje

Familiares e amigos de José Adelino dos Santos reuniram-se para ouvir falar a Teresa Fonseca dos tempos da ditadura e de homens e mulheres exemplares que com a sua abnegação lutaram para que hoje todos pudéssemos estar no magnífico e recém inaugurado Arquivo Histórico Municipal.

Não posso, decorridos que foram poucos minutos daquele acontecimento, descrever o imenso orgulho deste meu tio-avô a quem me roubaram o direito e o imenso prazer de o conhecer.

Ficam as fotografias

A exposição

A conferência

O meu avô


A minha bisavó Mariana



A família de José Adelino dos Santos

Uma frase de Teresa Fonseca,
“Montemor-o-Novo não tem só um riquíssimo património histórico, cultural, monumental artístico. Montemor-o-Novo tem sobretudo um riquíssimo património cívico e político. Montemor-o-Novo é um exemplo de cidadania”

E um imenso obrigado a quem nos proporcionou este momento.

Quem não foi perdeu uma brilhante lição de história do século XX!

S. Pedro

apetecia-me algo!

Talvez fotosíntese!


Eu sei que esta conversa já farta, mas eu também já estou farta deste tempo.

E é que não há melhoras à vista, chiça!

terça-feira, maio 20, 2008

Arqueologia vs. retroescavadora

Anda, nos meios arqueológicos nacionais, instalada mais uma grande polémica. Desta vez acerca do uso de retroescavadoras em escavações arqueológicas.

Há uns anos atrás, a minha pessoa, ainda muito verdinha nestas coisas da arqueologia, ouviu, de um conceituado arqueólogo da nossa praça, que deveria experimentar utilizar uma retroescavadora ou uma bobcat para retirar a primeira camada de terra nas escavações do castelo. Não lhe disse que não, quem era eu, mas pensei para os meus botões, que retroescavadora ou fosse que máquina fosse em escavações minhas, nunca na vida!

Na campanha de verão de 2006, o inferno desceu à sondagem de M.P., sob a forma de um portentoso entulho do século XVII constituído por enormes pedregulhos e argamassa. Os materiais eram escassos e terra nem vê-la. Só pedras, argamassa e algumas, poucas, telhas.

Durante cerca de um mês, todos os rapazinhos com um corpito mais avantajado eram sucessivamente deslocados para o chamado “campo de concentração”.

Imploraram-me por uma máquina. Que não conseguiam, que estavam esgotados, que tiravam entulho, entulho e o entulho nunca mais acabava.

Quase sucumbia à tentação cada vez que olhava para o estado deplorável daqueles moços depois de algumas horas de escavação. Mas insisti que não. Pelo menos até se encontrar um nível de pavimento, a escavação teria que ser feita à força de braços.
E o pavimento lá apareceu, dois metros e meio de entulho, depois.

No Inverno de 2006/2007, vi-me obrigada a conviver de perto com uma retroescavadora num acompanhamento de obra de grandes dimensões, também no Castelo.
E uma semana depois de iniciados os trabalhos, o condutor da retroescavadora já distinguia quando a pá da máquina batia numa pedra solta ou naquilo que poderia ser uma estrutura. Parava a máquina, quando via um caquinho minúsculo, quando via uma camada de terra de cor diferente e colocava milimetricamente a pá da máquina onde pedíamos.

E neste acompanhamento identificámos dezenas de muros, pavimentos em terra batida, ruas, 3 cisternas, uma necrópole a dez centímetros de profundidade e “otras cositas más”. E tudo correu muitíssimo bem.

É evidente que apesar de também termos prazos a cumprir estávamos muito longe dos ambientes normais de acompanhamento de obra e de empresas de arqueologia.

É evidente também que nem todas as máquinas são conduzidas por um Sr. J.M.!
É também importante dizer que para uma retroescavadora tínhamos vários arqueólogos e enquanto uns limpavam estruturas e faziam registos, os outros podiam estar a acompanhar os trabalhos da máquina.


Tempos de ouro esses, em que tínhamos uma equipa de 6 pessoas no campo, mais uns quantos voluntários que iam aparecendo e duas pessoas no gabinete!

Não quero, nem posso, por isso comparar a minha experiência com a de tantos arqueólogos que por esse país fora que sofrem à frente de uma retroescavadora.

Mas este acompanhamento permitiu-me perceber que a utilização de um bichinho destes numa escavação arqueológica pode ser muito útil desde que sempre acompanhada por vários pares de olhos e conduzida por uma pessoa experiente e minimamente interessada pela arqueologia.

E foi assim que na campanha de 2007, venci os meus medos, e se utilizou uma retroescavadora nas escavações.

E em 15 dias foram retirados metros e metros cúbicos de entulho. Se não fosse à máquina seria impossível continuar com as escavações naquele local e a dúvida persistiria para sempre acerca da funcionalidade daquele possível grande edifício.

Por isso acredito sim, que se pode e deve utilizar meios mecânicos numa escavação arqueológica. No entanto é preciso conhecer muito bem a estratigrafia do local, ter absoluta confiança no operador da máquina e nas pessoas (arqueólogos) que a controlam.

Uma retroescavadora não é nenhum bicho-de-sete-cabeças e muito menos é inimiga da arqueologia. Pelo menos em certos casos!

Dentro dois meses

quando estiver a destilar,

vou-me arrepender do que estou aqui a escrever.

Mas eu agora só quero mesmo é sol e calor!!!


Please!!!

Este tempo deprime-me!

segunda-feira, maio 19, 2008

Os meus queridos coleguinhas

Espinete e Pipá vão para o campo fazer prospeção e voltam com uma rosinha para as meninas que ficaram no gabinete.

São uns fofinhos!

Assim vale a pena voltar de férias.

É pena os blogs não terem cheiro!

domingo, maio 18, 2008

Eu gostava de saber

quando é que posso começar a vestir a minha roupa de verão?

sábado, maio 17, 2008

Quando

as notas de um teste não espelham aquilo que realmente sabemos

fazemos outro teste, que não estava previsto, para que possamos baixar as notas e assim mostrarmos aquilo que valemos.

Estranho não é?

Somos todos uma cambada de burros que tiveram todos uma sorte do caraças e se saíram quase todos com altas notas que não mereciam.

E os culpados somos nós que afinal até percebíamos um poucochinho daquilo, ou a culpa é de quem fez o teste que parece que era fácil demais, atendendo às notas?

E o burro sou eu????????

Sinto-me enganada que passei uma semana a matar-me em cima daquela m..da daquele programa. Tive uma boa nota e agora sou (somos) prejudicada!

Ainda gostava de perceber a lógica!

fuck

quarta-feira, maio 14, 2008

É horrível

quando o nosso corpo nos quer fazer acreditar numa coisa.
E quando, 19 desilusões depois, nós ainda acreditamos que pode ser desta.

Porque a esperança nunca morre e o sonho vai realizar-se!

E não é que

o senhor se redimiu....

E até vai deixar de fumar.

Ele e eu

terça-feira, maio 13, 2008

Parece que as leis

são só para alguns.

Enquanto o povinho tem de vir para rua, apanhar frio, se quiser fumar um cigarrito, o sr. primeiro-ministro fuma num avião da Tap, que de privado não tem nada porque foi pago por todos nós.

Não é que eu ache mal que o nosso querido e amado Sócrates fume.
Pelo contrário.
Eu acho que ele deve fumar.
Eu espero que ele fume muito.
Se for preciso eu até contribuo com uns macinhos de tabaquinho para o senhor.
E acho ainda melhor que ele fume em lugares fechados, bem fechados para a porcaria ir toda directa para os seus pulmões.
Só é pena é não ter pegado fogo ao avião.

domingo, maio 11, 2008

Torre da Gadanha - Montemor

Hoje, de manhã, voltámos a fazer o percurso a pé da antiga estação de Caminho-de-ferro até Montemor, pela actual eco-pista.

Chegámos à Torre com alguns minutos de atraso


Mas ainda a tempo de ver passar comboio



Diz a organização que participaram mais de 200 pessoas.

Começámos todos muito juntinhos
A paisagem é linda, como tudo em Montemor

A meio do caminho já ia tudo mais disperso

Vimos ao longe a Ermida de S. Mateus
e campos coloridos

Eis que começamos a ver o sítio mais bonito do mundo

uma cegonha
e o sítio mais bonito do mundo revela-se em todo o seu esplendor e grandiosidade
A ponte estava já à vista. Mas só para os corajosos e sem vertigens

porque euzinha, fui dar mais um passeiozinho para fugir à ponte

Mas valeu a pena



Há gente com muita coragem!!!
Tive tempo para umas fotos no antigo lavadouro

E, 14 Kilómetros e duas horas e meia depois, chego finalmente ao jardim da estação

E enquanto uma certa pessoa dorme desde as 3 da tarde, euzinha arrumei metade da casa e estou há duas horas a fazer uploads de fotos.

sexta-feira, maio 09, 2008

Tive 15

tive 15
tive 15

tive 15



Obrigado Chocolate Mars!

Elogio ao chocolate Mars


Já disse aqui ontem que desde 1999 não fazia um teste. Pois, desde para aí 1997, que antes de um qualquer teste tinha como ritual comer um chocolate Mars. Não sei porquê o Mars, porque até gosto mais do Twix. Por vezes eu e a minha amiga F.B, dividíamos irmãmente uma lata de leite condensado que comíamos à colherada.
E acho que desde 1999 que não comia um chocolate Mars.
Hoje, 5 minutos antes do teste de Sig, cumpri o ritual dos tempos da licenciatura da FLUL e comi um chocolate Mars.

Não sei se foi do chocolate, mas o teste correu-me bem melhor do que estava à espera. O teste de Sig adivinhava-se como o maior desastre da história da minha vida académica.
Ainda não percebi muito bem como é que consegui fazer aquilo.
Nada de grandes expectativas. Afinal a parte teórica está muito mal feita.

O chocolate Mars é mesmo um poderoso ajudante de neurónios.
E como estou aqui a fazer publicidade, bem que a marca me poderia patrocinar alguns chocolatinhos, para futuras investidas no SIG.

quinta-feira, maio 08, 2008

o último teste que fiz foi em 1999