sábado, outubro 03, 2009

A Torre do Relógio



Esta imagem é de 1941 e foi retirada do magnífico site da ex Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Como diria uma famosa música de um grupo folclórico da terra "o que é bom acaba e o que é mau atura" mas isso é outra estória.

Esta fotografia foi tirada poucos anos antes do início das intervenções da DGEMN.
A muralha Norte do Castelo ainda se encontra em ruínas. Não é visível o adarve nem as ameias que hoje se podem observar. Obviamente a escada de acesso ao adarve também não existia.

No entanto, pode ver-se um pequeno edifício de cor branca que encosta quer ao troço de muralha quer, ao que parece, à própria torre. Tem uma porta e por cima parece existir um terraço que dá acesso à escada, ainda existente, que conduz à casa da máquina do relógio. Penso também que seria deste terraço que se acedia à porta da torre.

Desta construção não existem quaisquer vestígios actualmente uma vez que, segundo julgo, deve ter sido destruída aquando das obras referidas anteriormente.

Seria apenas uma protecção no acesso à torre?

Será contemporâneo da torre, ou uma construção posterior?

Serão os cunhais que se podem ver na imagem acima delimitativos da construção ou serão já das obras posteriores?

domingo, setembro 27, 2009

My favorite things

Paisagem ideal

Raindrops on roses and whiskers on kittens
Bright copper kettles and warm woolen mittens
Brown paper packages tied up with strings
These are a few of my favorite things

Cream colored ponies and crisp apple streudels
Doorbells and sleigh bells and schnitzel with noodles
Wild geese that fly with the moon on their wings
These are a few of my favorite things

Girls in white dresses with blue satin sashes
Snowflakes that stay on my nose and eyelashes
Silver white winters that melt into springs
These are a few of my favorite things

When the dog bites
When the bee stings
When I'm feeling sad
I simply remember my favorite things
And then I don't feel so bad

quinta-feira, setembro 24, 2009

Ai caraças

que o silo nunca mais acaba e eu tou tão cansada.
E tão farta de partir barro.
E tão farta de achar 3 míseros caquitos por dia.
E tão farta de tar metida num buraco fundo a manhã inteira.
E tão farta de ter de usar capacete de trolha.
E tão farta de ter que subir baldes.
E tão farta de sair do silo, olhar lá para baixo e ter vertigens.

Tou a ficar farta do silo.
Acho que vou desistir da ideia (algo mirabolante mas interessante) de fazer uma campanha especial de silos.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Socorro

Preciso de silêncio.
Não aguento mais isto.
Eles que desenvolvam os seus projectos.
Mas com menos barulho.
Se isto durar mais um dia, ponho baixa...

TOU FARTA DISTO!!!!

segunda-feira, setembro 14, 2009

Tem dias

em que o meu local de trabalho é tão divertido...
Pode não ser muito seguro, mas é muito divertido!

sexta-feira, setembro 11, 2009

quinta-feira, setembro 10, 2009

O cúmulo do azar é

escavar um silo cheio de peças inteiras lindas dos séculos XIV e XV e chegar ao fim e encontrar um caco de faiança do século XVII.
E não, não caiu de lado nenhum. Estava lá, na terra do silo. Encontrei-o eu.
Damn it.

quarta-feira, setembro 09, 2009

A primeira referência à receita do Coelho à S. Cristóvão?

Só faltam os coentros.




in R.P. Foster (1818) - "Collection of the most celebrated voyages and travels from the discovery of America to th present time", pp. 306;

in Googlebooks

sexta-feira, setembro 04, 2009

Dia Fatídico

Na próxima segunda-feira vai acontecer uma coisa em Montemor que eu nunca julguei possível.

Ainda não acho possível...

Por várias razões.

Porque se abre um grave precedente!

Por causa das somas astronómicas envolvidas num evento de pouco mais de uma hora!

Não compreendo, não acredito, não quero compreender nem acreditar!

domingo, agosto 30, 2009

sexta-feira, agosto 28, 2009

Agradecimento e pedido

Agradeço publicamente à pessoa que durante a tarde de ontem ou a noite de hoje retirou do silo uma peça inteira e a deixou na escavação ao lado do sítio de onde a retirou.
Mas, para a próxima, se a houver, limite-se a observar e a não mexer. Estará a danificar e a destruir para sempre realidades e informações arqueológicas que nunca mais poderão ser repostas.
Para além disso, e tendo em conta o sítio de onde a peça foi retirada, poderá estar a por em risco a sua integridade física.
Obrigado.

terça-feira, agosto 18, 2009

A sofrer II

De dor de costas

e de

nervos.
NERVOS!!!!!!

(ai a minha vidinha)

segunda-feira, agosto 03, 2009

A sofrer

da ressaca das fotos.
Vou de férias sem a minha máquina.

O QUE SERÁ DE MIM????????

e a dúvida persiste
P90 já
ou
D5000 dentro de alguns meses???
Somebody help me...

Ai a minha vidinha...

domingo, julho 19, 2009

Prisão em si



Erguiam escadas



Partiam muros



E agora quem se lixa sou eu que tenho que interpretar a lógica urbanística dos pseudo-arquitectos de há quinhentos anos.

Não me queixo. É mesmo disto que eu gosto. Está linda a escavação.
E eu que já andava de olhos postos noutro local, reapaixonei-me por este e agora só me apetece escavar aquilo tudo.

Tivesse eu o luxo de poder contar sempre com uma equipa como a do turno passado e em dois meses não sei onde chegaríamos.

OBRIGADO!
(voces sabem quem são)

quarta-feira, julho 08, 2009

É bom quando

3 dias depois de começar se começam a rever teorias...
É bom!
É mesmo muito bom!

terça-feira, junho 30, 2009

Era uma vez

uma jovem arqueóloga que trabalhava num castelo encantado.

Apesar de muito bonito, esse castelo possuía monstros terríveis que assustavam o mais temerário dos heróis.

A nossa arqueóloga, apesar de corajosa, vivia atormentada com a possibilidade de se encontrar um dia com um desses monstros horrendos. Na verdade fazia-se de forte pegando e brincando com um monstro de madeira que aterrorizava a sua colega turista, apenas para exorcizar o pavor que tinha desses bichos. Este exercício revelava-se sempre bastante gratificante e divertido para a nossa jovem arqueóloga e para todos quantos assistiam ao fabuloso espectáculo da nossa querida turista a correr, a saltar e a gritar à frente da jovem arqueóloga que a perseguia com o monstro articulado de madeira na mão.

- PARA, PÁRA, PÁRA COM ISSO JÁ OU VOU-ME CHATEAR!

Dizia a turista horrorizada.

Mas divertido, divertido era quando a nossa jovem arqueóloga e seus compinchas do crime escondiam o monstro debaixo de cadeira, dentro de uma gaveta ou até mesmo no interior da mala da turista. Os seus gritos, quando descobria o monstro articulado de brincar, ecoavam pelas muralhas do castelo encantado, havendo até testemunhas que a dizem ter ouvido na cidade.

Havia também depois a jovem da luva branca que temia pela sua vida sempre que se deparava com os pega-monstros que se passeavam vagarosamente pelas paredes brancas do castelo encantado. Mas, corajosa como era, nada temia e consta que vai agora trabalhar para um país tropical cheio de monstros jurássicos.

Às vezes apareciam monstros voadores que mais não eram que descendentes do temível arqueopterix. Estes aparecimentos repentinos levavam a jovem arqueóloga e a jovem desenhista a refugiarem-se o mais rápido possível no interior de um dos salões do castelo, até que um dos seus colegas patrimónicos ou espacio-temporais as viesse salvar, mandando os pequenos monstros nojentos para o quinto dos infernos.

Os monstros apareciam em todos os locais. Até nos salões onde habitavam as nossas heroínas. Um dia, ao deslocar um quadro de uma parede, a jovem arqueóloga começou a ver umas patas, e depois mais um par de patas, e mais patas, e ainda mais patas. Patas grandes, patas pequenas, patas adolescentes e patas bebés. Era um sem fim de patas que só foram dizimadas pela acção do sapato de um herói inesperado.

Por vezes, os habitantes do castelo encantado encontravam monstros nunca antes vistos e completamente desconhecidos do mundo da ciência. Sonhavam até que um dia, David Attenborough viesse até ao castelo encantado realizar um dos programas da série BBC, Vida Selvagem. Aí sim, todo o mundo saberia o sofrimento e o horror que ali se vivia com toda a espécie de monstros malvados e prontos a atacar quem lhes fizesse frente.

Mas as nossas heroínas e mais uns quantos trabalhadores sazonais tudo faziam pelo bem do seu querido e amado castelo.

Houve até uma altura em que enfrentavam diariamente um exército de centenas de milhar de moscas assassinas, para resgatar dos confins do seu castelo tesouros escondidos há milhares de anos pelos seus antepassados temendo a tomada de poder pelos monstros mutantes que já nessa altura habitavam o castelo encantado.

Mas, voltemos à história da jovem arqueóloga.

Um dia, de manhã, pela fresca, que é quando os monstros se encontram ainda recolhidos nas suas tocas, saiu do seu castelo a jovem e destemida arqueóloga.

A manhã tinha sido calma e o dia apresentava-se ligeiramente enevoado, mas com uma temperatura agradável.

Depois do café e da volta matinal pelos mails, a jovem arqueóloga recolheu toda a documentação que precisava e saiu feliz e contente do palácio do interior do castelo.

Como já era verão e o calor tinha apertado nos dias anteriores, a jovem arqueóloga calçava umas lindas sandálias abertas que protegiam os seus frágeis pés de princesa.

Ia a jovem arqueóloga a dar a curva de acesso ao arco que a levaria para o meio da selva onde já se encontravam a jovem das luvas brancas e o jovem patrimónico a lutar furiosamente contra os monstros vegetais, quando de repente…

O PIOR ACONTECEU!

A jovem arqueóloga sentiu algo a mexer nos pés.

Calma. Pode ser só uma pedra. Pode ser uma erva. Pode ser uma pena. É de certeza uma simples pena de um passarinho.
Pensou a jovem arqueóloga.
Sim, seria uma pena.
Talvez a pena caída de uma das tantas andorinhas que por ali esvoaçavam.
O toque tinha sido muito rápido e subtil.
O que mais poderia ser? Os monstros não andam assim em terreno aberto onde podem ser atacados pelas armas automáticas dos guerrilheiros do castelo encantado.

E depois…

Numa fracção de segundo…

A jovem arqueóloga olhou para o chão…

Algo se mexeu rapidamente…

AAAAAAAAHHHHHH!!!!!

E o seu coração parou…

É o fim, pensou!

O meu coração não vai aguentar tamanho horror.
Morrerei!
Mas morrerei lutando contra este monstro aterrador que os meus olhos veêm!


O seu corpo estava hirto. Nada se mexia.

O fim aproximava-se rapidamente!

Mas então, algo de extraordinário aconteceu.

A jovem arqueóloga conseguiu mexer os olhos e olhou para o chão.

E viu.

E viu que o monstro horrendo que a atemorizava lutava desesperadamente para se esconder.

O monstro era uma pequena cobra, cinzenta às bolinhas amarelas, que também ela estava aterrorizada e que só queria sair dali e ir para um sítio onde nenhum humano a pudesse ver, nem por-lhe um pé em cima, nem mandar-lhe uma pedra, nem fazer-lhe mal.

A jovem arqueóloga ficou ali, quieta, para não assustar a pequena cobra, observando como ela serpenteava em direcção a um lugar seguro para se esconder e nunca mais na sua vida ser vista por um humano.

E assim termina a história da jovem arqueóloga no seu castelo encantado.

Esta história é dedicada á jovem turista e a todos quanto lutam por um futuro de paz entre homens e animais.

(De preferência sem touradas nem patas partidas a pombos para lhe tirar anilhas)

Por causa dele

Vou comprar uma coisa que disse nunca compraria.

Um dvd dos Gormits.


Tudo para o ver feliz...

"Lavana no rio, Cabania"

sexta-feira, junho 05, 2009

domingo, maio 24, 2009

Uma das melhores, senão a melhor

definição do trabalho de um arqueólogo:

"Imagine-se um cenário teatral, onde decorre uma acção e sobre o qual a luz dos projectores incide apenas a espaços. A maior parte do enredo desenrola-se na penumbra e ouvem-se algumas vozes, nem sempre perceptíveis. No final somos obrigados a tentar reconstituir o conjunto da narrativa, apesar dos dados serem insuficientes e de não termos conseguido visualizar a maior parte das coisas que aconteceram"

MACIAS, Santiago (2005) - "Mértola. O último porto do Mediterrâneo", Vol. I, Campo Arqueológico de Mértola;

quinta-feira, maio 21, 2009

Agradecimento II

Já que estou numa fase de agradecimentos, aproveito também para agradecer aqui publicamente ao meu banco, o facto de nos próximos seis meses ser roubada em menos 249 Euros, que aquilo que estava a ser roubada nos seis meses anteriores.

Muito obrigada pelo desconto no roubo.
Fico muito agradecida!

Espero que os assaltos mensais à minha conta bancária continuem a contribuir para o contínuo aumento dos vossos lucros!

A bem da saúde financeira do banco!
A bem da crise!
A bem da nação!

O prometido é devido

Venho aqui agradecer publicamente aquele senhor engenheiro que mora em S. Bento pela devolução a tempo e horas, aliás como ele tinha prometido, do meu I.R.S.

Não, não estou a ser sarcática.
Hoje dia 21 de Maio, ao consultar a desgraça que presumia ser o meu saldo, dou por mim felicissíma, ao ver que me tinha sido devolvida uma pequena parte daquilo que paguei, em 2008.

Muito obrigado senhor engenheiro!
Era tão bom se cumprisse sempre o prometido. Ah como seria bom...

sexta-feira, maio 15, 2009

Juan Zozaya homenageando Rosselló-Bordoy

Não percebo

o que falta a este sítio





para ser património da humanidade....

beleza, calor e investigação arqueológica em quantidade e qualidade não será de certeza!

sexta-feira, abril 24, 2009

E depois do adeus

(ou o primeiro adeus à ditadura)

quinta-feira, abril 23, 2009

sexta-feira, abril 17, 2009

quarta-feira, abril 15, 2009

domingo, março 29, 2009

quinta-feira, março 26, 2009

terça-feira, março 24, 2009

Porque nem tudo são voos nem sonhos

desafio-vos a ver este documentário elaborado pelos nossos vizinhos espanhóis acerca do Campo de Concentração do Tarrafal.

Poderá não ser fácil de ver, mas julgo que é necessário.
Para que não se esqueça...



Os Alpes

Partida: Zurique


Local da despenhagem: algures entre Pádua e Veneza.
Muito giro

Nova Iorque

Saí do JFK, sobrevooei Manhatan, dei a volta, passei por Long Island, voltei para trás e despenhei-me a poucos metros da pista de um aeroporto.

Raios.

E assim se passa a hora de almoço. Vou almoçar.
À noite há mais viagens.

Aventuras no Google Earth

Levantei voo de Katmandu e sobrevooei, nas calmas, os Himalaias. É lindo.
Mas despenhei-me, a grande velocidade, algures no meio de uma planície.

Buahhhhhhhh!

Acabei de aterrar um avião no meio de uma cidade!

Será que sou terrorista????

Despenhei-me

Heathrow

é um aeroporto muito perigoso!
Não dá para mim.

Vou experimentar levantar voo de Los Angeles.














Acabei de fazer um voo rasante a umas montanhas, mas safei-me.
Los Angeles é muito melhor que Heathrow.


Vou tentar aterrar o o bicho.

Até um dia

Realizei um dos meus sonhos de adolescente

Acabei de pilotar um F16.

Uauuuuuuuuuuuuu.
Fantástico!
Espectacular!


















Pena que já me tenha despenhado.

O Google Earth é o máximo!

sábado, março 07, 2009

No Brasil, um bispo católico excomungou dois médicos que fizeram um aborto a uma criança de nove anos, violada pelo padrasto.

O violador não foi excomungado.

Que instituição e que valores são estes?

sexta-feira, março 06, 2009

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Acho

que aquela disciplina que tantas dores de cabeça me tem dado está feita.
Acho!

domingo, fevereiro 22, 2009

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Acabou-se o circo!

ohhhhhhh!!!!!!!

Está armado o circo

Vamos lá então!

The name of Mr. P.

is "a very freaking name"

an artist just told me!
Tá tudo tão calmo!!!

Que bom!

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Pensamentos

De Arafat, cravo vermelho e com o meu vestido preto, eu nunca me comprometo!

Ou comprometo????

E o que me apetecia amanhã

ter um cravo vermelho!

Let the show begin

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Mr. P

is coming to town!

quarta-feira, janeiro 28, 2009

terça-feira, janeiro 20, 2009

Hoje


por breves segundos, nevou em Montemor.

sábado, janeiro 10, 2009

Quando

vamos ter aulas e afinal não temos, aproveita-se, faz-se o gosto ao dedo e tiram-se umas fotografias



segunda-feira, dezembro 15, 2008

domingo, dezembro 14, 2008

quarta-feira, novembro 19, 2008

Proposta

Se a senhora presidente de um determinado partido politico que se diz da oposição pode propor seis meses sem democracia eu proponho-lhe que antes disse a senhora mude o nome ao seu partdo para Partido Social Ditatorial. Até rima e tudo!

domingo, novembro 16, 2008

Coral de S. Domingos




na Gala dos 10 anos do Theatron

quarta-feira, novembro 05, 2008

O Obama ganhou

vamos esperar que não desiluda!

Sig II

Parece que Sig II me vai obrigar a adquirir um novo portátil.

Será que devo optar pelo computador Sócrates? Perdão, Magalhães?

Se todos os acessores do presidente do concelho* o utilizam eu também devo conseguir certo?



* Expressão genialmente utilizada aqui

sábado, novembro 01, 2008

Vamos rir

Este blog tem andado um pouco parado, por isso vamos lá rir todos um bocadinho.
Rir faz bem à saúde e diz que que faz também bem às rugas.
Nunca me tinha rido com este personagem. Mas isto é hilariante!!!!!!!!!
Divirtam-se!

http://www.publico.clix.pt/videos/?v=20081031150251&z=1

segunda-feira, outubro 20, 2008

terça-feira, outubro 14, 2008

O Areias



Pequeno esclarecimento para pessoas preocupadas com a minha integridade moral e política:

Não fui eu que fiz este lindo vídeo. Encontrei-o por acaso no Youtube. Não tenho a culpa de encontrar estas pérolas, enquanto vagueio pelas memórias musicais da minha infância!

segunda-feira, outubro 06, 2008

Há 9 anos

calava-se a mais brilhante voz de Portugal.




Há nove anos não era ainda fã de Amália e muito menos de fado.
Mas lembro-me muito bem do dia em que a Amália morreu. Acho que foi a partir daí que comecei a ouvir fado e a gostar.

Nessa altura estava eu a começar o meu segundo trabalho depois de ter terminado a licenciatura.

Era tão jovem e inocente e cheia de sonhos!

Esse trabalho deveria ser o sonho de qualquer jovem arqueólogo. Uma escavação num dos primeiros sítios portugueses considerados pela Unesco como património da Humanidade. Ainda por cima muitissimo bem pago. Se daqui por 10 anos ganhar aquilo que ganhava nesse sítio (cujo nome não deve ser pronunciado), considero-me realizada!

Deveria ser um sonho mas foi um pesadelo.

Tudo o que não se deve fazer numa escavação ali era feito.

Milhares e milhares de contos gastos numa escavação cujos resultados nunca viram a luz do dia. Nem um relatório foi produzido.

Uma cidade (cujo nome também não deve ser pronunciado) horrorosa. Feia, suja, triste, fria e húmida. Tão fria e tão húmida que passei os seis meses que lá estive doente.

Aguentei seis meses.
Depois despedi-me. Nessa altura, com o Alqueva e o Côa, trabalho era coisa que não faltava.
Uma das coisas mais sensatas que fiz na minha vida. Dinheiro nenhum paga a consciencia tranquila. E eu não a tinha, porque apesar de fazer aquilo que me mandavam, sabia que estava a fazer autênticos crimes contra o património. E não era um património qualquer. Era um património da humanidade.

Memories!!!

Tudo isto para dizer que foi nessa terra que comecei a ouvir e gostar de Amália.
Foi a única coisa boa daquela terra horrorosa.

Outra coisa boa foi ter conhecido a antiga directora do sitio onde escavei. Uma verdadeira senhora e um poço de sabedoria.

quinta-feira, setembro 25, 2008

segunda-feira, setembro 22, 2008

SNS

Hoje estive doentita e fui às urgências da terrinha.

No consultório:
Sr. Dr. - "Deixe-me ir aqui à internet ver se o que você tem é mesmo enxaqueca".
Eu para os meus pensamentos - "eu também sei fazer isso"

No gabinete da enfermeira, depois de levar uma injecção dolorosa.
Enfermeira - "Não tenho espaço para si. Vai ter que se deitar na maca que está no corredor"
Eu para os meus pensamentos - "Que se lixe. Preciso é de estar quietinha"

Na farmácia:
farmaceutico - "Este medicamento não temos. Hoje o sr. Dr. receitou este medicamento a todas as pessoas com dores. Está esgotado. Volte amanhã"
Eu para os meus pensamentos - "Thanks a lot. devia ter pedido o nome da m**** dos comprimidos á menina que foi antes de mim com dores menstruais"

Viva o sistema nacional de saúde.

sexta-feira, agosto 22, 2008

Hoje sinto-me

ALIVIADA!

Tudo está bem, quando tudo corre bem e tudo acaba bem!

MISSION ACCOMPLISHED!

(O Nelson Évora ganhou a medalha de ouro)

quinta-feira, agosto 21, 2008

Experiência única

Comboio de Achenseebahn

Idílico!!!

domingo, agosto 17, 2008

Voltei






Os Alpes são um poucochinho feios, como se pode ver pelas imagens.
Uma grande chatice!

sexta-feira, agosto 08, 2008

Dentro de

pouco mais de 6 horas, lá vamos nós.
9 dias sem computador nem internet.
Ai o que isto vai doer. O vício da fotografia compensará a falta do vício da internet. Assim nos ajude o tempo, as pilhas e os cartões de memória.
E também a fuji que nestes últimos dias levou uma esfrega de trabalho valente.

Vou feliz, mas apreensiva.

Como seria bom se pudéssemos ter o dom da ubiquidade!

Adeus leitores, até um dia destes.

Postarei algo se encontrar um posto grátis de internet.

Boas férias para mim e para quem for ou estiver de férias.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Falta 1 dia



E o timing para estas férias parece-me agora tão desadequado.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Faltam 2 dias



E a vontade de ir diminuiu um bocadinho!
Muito previsível, ou não!

Hoje, nuns breves minutos de nevoeiro

Torre do Relógio

Paço dos Alcaides

terça-feira, agosto 05, 2008

segunda-feira, agosto 04, 2008

domingo, agosto 03, 2008

sexta-feira, agosto 01, 2008

start packing

FINALLY!!!

quinta-feira, julho 31, 2008

Precioso

Menino do Bairro Negro



Para mim, uma das melhores intrepretações de Mariza

Eu só espero

ainda estar mais ou menos inteira dentro de 9 dias.

Estou de novo a mancar.

Saltou-se-me um ligeiro bifinho do meu pézinho.

Não importa, porque apesar de manca posso andar e a contagem entrou finalmente num único dígito.

terça-feira, julho 29, 2008

Estou tão feliz

Opá é que estou mesmo feliz!

sábado, julho 19, 2008

Hoje fui à praia

Estava era um bocadito para o seco

DSCF5610

E em vez de areia havia terra.

em contrapartida, no meio da terra, por vezes encontravam-se umas coisinhas giras. Mas só um bocadinho giras, porque giras, mesmo giras, mas mesmo muuuuiiito giras, encontram-se num sítio que eu sei.

Óptimo exercício de descompressão!

quinta-feira, julho 17, 2008

PICT4337
22 days to vacation

so few and so many

segunda-feira, julho 14, 2008

Magoei

Andava eu tão feliz da vida a colocar fotos giras no flickr, convencidíssima que podia colocar até 100 megas por mês, quando, ao colocar 200ª foto, me aparece uma mensagem a dizer que tinha chegado ao limite da conta e que se quisesse continuar a postar mais fotos tinha de pagar.

Não é justo.

Uma pessoa vicia-se na coisa livre e gratis e depois tem de pagar!

O que vale é que o dolar não vale nada.

por 15 euros tenho capacidade ilimitada de fotos e posso por videos e mais coisinhas giras. Pelo menos por um ano.

É isso que farei amanhã.

Agora vou dormir, que me aguardam mais 5 dias de dura escavação.

São 0.18 horas do dia 14 de Julho de 2008

Acabei o meu último trabalho.

Estou oficialmente de férias escolares.

Faltam 26 dias para as férias.

sábado, julho 12, 2008

Exigências

O Miguel Sousa Tavares, essa autoridade em arqueologia e arte, diz que as gravuras do Côa são uns rabiscos e que não têm mais que 300 anos.

Se uns rabiscos com menos de 300 anos são considerados Património cultural da Humanidade, eu exijo que a Unesco classifique imediatamente as ruínas do Castelo de Montemor-o-Novo como Património da Humanidade, uma vez que concerteza têm mais que 300 anos.

Exijo também que o Miguel sousa Tavares volte para a escola primária, seja colocado em frente à janela com orelhas de burro, e leve uma reguada por cada ano de existência das gravuras do Côa. Dez mil reguadas em cada mão devem impedi-lo de escrever durante algum tempo. Isso sim seria um excelente serviço público.

quinta-feira, julho 10, 2008

Dúvida jurídica

Existe no direito a figura da "pessoa humana"?

É que o bastonário da Ordem dos Advogados acabou de utilizar este termo.

terça-feira, julho 08, 2008

Vaticano diz que

decisão anglicana de nomear mulheres bispos é entrave ao diálogo

Mas quando é que esta gente se dá conta que vive no século XXI?

Quando é que esta gente se dá conta que as mulheres têm direitos e deveres iguais aos homens? Que as mulheres existem e que as mulheres pensam?

O problema é que nós, mulheres, carregamos o pecado original. E os homens, esses seres perfeitos, são isso mesmo. São perfeitos e não têm pecados.

A começar pelo papa Ratzinger e a acabar nos santos inquisidores que queimavam mulheres, crianças e homens em nome da fé e da santa madre igreja, todos os homens são isentos de pecado porque são feitos à imagem e semelhança de Deus.

Que gentinha retrógrada e ridícula.

Que me desculpem os leitores católicos, mas a Igreja Católica já há muito que se devia ter retratado dos milhares de milhões de pecados que os seus seguidores cometeram em nome da fé e desta igreja falsa e decrépita.

segunda-feira, julho 07, 2008

Muito bom

Começar a escavação com uma aterragem e com uma perna que quase não consegue tocar no chão. E a cada hora que passa fica pior.

Amanhã já estou boa. Tenho que estar.

What choice do I have?

Quem me manda a mim, uns minutos antes da aterragem, andar a mandar boquinhas parvas e a dizer que tinha partido um pé e que já não podia trabalhar. Estúpida!

Eu não acredito em bruxas. Pero que las ay, las ay

domingo, julho 06, 2008

Amanhã

recomeçam as escavações no sítio do costume!

E como já tradição, as minhas expectativas para este ano são baixas!

Espero que, como já é tradição, eu esteja redondamente enganada!

Este ano, acho que nos anos passados também, não me apetece começar.

É muito cansaço, muito trabalho, muito calor, muita confusão, muitos calos nas mãos, muitas dores no corpo, muitas toneladas de terra tiradas.

Mas é também, muita animação, muito boa disposição, muitas gargalhadas, muitas brincadeiras, muitas amizades, e muitos achados.

E apesar de todo o cansaço, sei que estes vão ser os dois melhores meses do ano. São sempre.

E este ano vou interromper as escavações para ir de férias. Continuo a não me conseguir habituar à ideia.

E mesmo que seja só por uma semana, não sei se vou aguentar a lagriminha!

Faltam 33 dias.

sexta-feira, julho 04, 2008

Tristezas

São 2 da manhã.

Acabei um trabalho agora.

Amanhã, ou melhor, dentro de poucas horas preciso fazer um guião.

A apresentação é às 9, portanto dentro de 7 horas.

Segunda-feira começam as escavações (isto não é triste)

Acho que fui multada.

Só tive pena de não pedir ao sr. agente da GNR, para me transportar para o carro 30 litros de leite, 50 litros de água, muitos quilos de fruta e mais uns kilos de outros víveres. Sim, estava a trabalhar!

Pelo menos disse-lhe uma coisa que me estava entalada há muito tempo.

Vão mas é multar os carros dos colegas que deixam os seus carrinhos numa curva apertada e perigosíssima mesmo em frente à GNR. Não lhe disse isto claro.

Parvalhões.

Estou exausta.

Devia estar a dormir.

Faltam 5 semanas e um dia para as férias.

com 5 semanas de escavação pela frente.

quinta-feira, julho 03, 2008

Menino d'oiro





O meu menino é d'oiro
É d'oiro fino
Não façam caso que é pequenino
O meu menino é d'oiro
D'oiro fagueiro
Hei-de levá-lo no meu veleiro.

Venham aves do céu
Pousar de mansinho
Por sobre os ombros do meu menino
Do meu menino, do meu menino
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.

Quantos sonhos ligeiros
p'ra teu sossego
Menino avaro não tenhas medo
Onde fores no teu sonho
Quero ir contigo
Menino de oiro sou teu amigo

Venham altas montanhas
Ventos do mar
Que o meu menino
Nasceu p'r'amar
Venha comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino no meu trenó.

O meu menino é d'oiro
É d'oiro é de oiro fino ....

Venham altas montanhas
Ventos do mar ....


Ah se o Zeca Afonso soubesse o que fizeram com o título da sua música.

quarta-feira, julho 02, 2008

Parabéns ao P., meu afilhado


Que cresças sempre assim. Feliz, alegre, esperto, traquinas, amoroso, ternurento e lindo, lindo, lindo! Perfeito como só tu consegues ser!


Parabéns pelos teus 4 aninhos, meu amor pequenino!

terça-feira, julho 01, 2008

Indiana Jones is no bad thing for science

FEW scientific disciplines have a hero as charismatic as Indiana Jones. The whip-wielding character is the most widely recognised image of an archaeologist and largely due to this, the field enjoys huge and untainted popularity. Yet many archaeologists still seem desperate to distance themselves from the phenomenon. Since the height of the last Indy fever in the 1980s I have given up counting the number of exhibitions, educational events and publications that shout: "The real archaeologist practically never works like Indiana Jones."
Now, Indy is back. Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull is released on 22 May, and there is every sign that it will be just as popular as its predecessors. So should archaeologists again rush to point out the gaping chasm between fiction and fact?
It is of course true that the films do not accurately represent professional archaeology. Modern archaeologists are not treasure-hunting looters, they do not use force to gain access to artefacts, and they do not normally wear fedoras or carry bullwhips. But movies appealing to mass audiences can be afforded a little licence. After all, science-fiction films and medical dramas aren't expected to be entirely accurate portrayals of space travel and hospitals either.
What weighs far more seriously is the criticism that elements of the film scripts communicate highly objectionable values. The adventures of Indiana Jones are premised on an imperial world in which western archaeologists routinely travel to the far corners of the globe in order to retrieve precious artefacts and save the world from Evil, giving the impression that the world is dependent on intervention from the west. Moreover, the films draw on a long cinematic tradition of portraying archaeology as the domain of white, heterosexual, able-bodied and comprehensively talented men who live though action-packed adventures in foreign countries.
This stereotype becomes part of the cultural baggage of very large audiences, and colours their perceptions of archaeology outside the cinema. It may even discourage individuals who do not think they conform to this apparent ideal from making archaeology their career choice. The discipline is the worse for any resulting loss of diversity.
In Crystal Skull, a more realistic portrayal of archaeology has been promised: co-writer George Lucas has stated that he and director Steven Spielberg "really wanted to capture what archaeology is like". Even so, the film clearly still aims at global mass entertainment rather than nuanced representations of archaeologists in real life.
But the popularity of Indiana Jones owes more to his spirit of adventure and fortunate discoveries than to the fact that he happens to represent a stereotype that is terribly politically incorrect. The quintessential archaeologist might well roam in Yorkshire or Massachusetts, he might be gay or of Asian or African descent. In the latest film, Indy is in his sixties and self-consciously refers to his age. And the success of Lara Croft shows that the hero can equally well be a heroine.
Ultimately, archaeology has far more to gain from being associated with characters like Indiana Jones than it has to fear. Public enthusiasm for the films attracts many bright young students to the field, as well as creating goodwill and occasionally providing fund-raising opportunities. Shortly after the third Indiana Jones film was released, for example, the Institute of Archaeology at University College London was raising funds to build new laboratories. Harrison Ford donated one of his character's bullwhips, which was auctioned for a substantial sum.
Dismissing any connection, on the other hand, is like telling people: "If you are interested in archaeology because of Indiana Jones, then it is not for you!" It is the equivalent of Greenpeace warning every potential donor that real Greenpeace activists virtually never work in small rubber dinghies fighting illegal whalers. Although true, this achieves nothing except alienating an interested audience before it has had the opportunity to hear what it is that you actually want to convey.
The irony is that archaeologists do find their subject exciting and are often driven by the same spirit of adventure that epitomises Indiana Jones. Many students choose their subject out of a desire to travel and a fascination for discovering ancient artefacts. Indeed, just like their professors, they tend to consider fieldwork under tough conditions pleasurable, taking any opportunity to tell each other of hardships encountered and hazards lived through. Even for seasoned scholars, the best rewards for hard work are spectacular discoveries, and it helps when they are made of precious metal.
“Archaeologists are driven by the same spirit of adventure that epitomises Indiana Jones”
There is a little "Indy" in many archaeologists, even if in public contexts that persona is hidden behind the face of a serious scientist. We may hate to admit it, but Hollywood's depiction of archaeology may capture something of the spirit of the discipline after all.
Cornelius Hortolf
in New Scientist, 14 de Maio de 2008


Peço desculpa por o texto estar em Inglês mas não tenho paciência para estar a traduzir isto tudo.

Odeio que associem a imagem dos arqueólogos ao Indiana Jones.

O meu trabalho não tem nada de aventureiro e muito menos de caça ao tesouro. No fundo é disso que tratam os filmes do Indiana Jones certo?

E sei que muitos jovens entram para arqueologia enganados. Tive um ou dois colegas de faculdade a quem aconteceu isso mesmo.

Há poucos dias telefonou-me a mãe de uma estudante de arqueologia que queria vir escavar. Disse a mãezinha que a filha era uma autêntica Indiana Jones. Não comentei. Mas também não gostei muito do comentário. Cá a espero. Adiante!

Quem vem para aqui a pensar que vai viver uma aventura vai ter uma desilução. A única aventura vai ser uma picareta nas mãos sob um sol de 40º. E os tesouros que vão encontrar são muros e cacos.

Se o Indiana Jones chama a atenção para a causa da arqueologia, sim chama. O problema é ver até que ponto essa chamada de atenção é ou não benéfica. A meu ver promove a actividade dos detectores de metais e de caçadores de tesouros. Não a arqueologia enquanto ciência.

Se alguns países e alguns arqueólogos tem a capacidade de aproveitar a publicidade do Indiana Jones para patrocinar projectos científicos, parece-me muito bem.

Nós Portugueses, estamos como sempre na cauda da Europa. Falta-nos a cultura do mecenato. Falta-nos valorizar o nosso património e os nossos sítios arqueológicos. Não se pode ganhar dinheiro como monumentos a cair. E sem dinheiro não há investigação nem valorização. Devíamos olhar para o exemplo dos nossos vizinhos espanhóis, dos ingleses, dos italianos.

Não gosto da imagem do Indiana Jones. Mas se a sua publicidade puder ser benéfica para a investigação arqueológica, então que seja bem aproveitada para a salvaguarda do nosso património.