sexta-feira, maio 13, 2005

Montemor-o-Novo, Vila Notável

Na sequência de um pedido, por parte dos representantes de Montemor ás cortes de Lisboa de 1562, D. Sebastião promove Montemor a “Vila Notável”. Nesta altura havia no reino cerca de 15 vilas notáveis, o que atesta a importância de Montemor, ainda na segunda metade do século XVI, no contexto nacional.

E são estas as razões porque era Notável a vila de Montemor:

- Lugar antigo e muito povoado (No numeramento de 1527, só no interior da cerca habitavam cerca de 3600 pessoas);
- Lealdade dos seus habitantes;
- Possuir muitas igrejas, mosteiros, templos e casas nobres (nesta altura existiam na vila 5 mosteiros e outro no concelho);

Transcrevo de seguida, integralmente, a carta enviada pelo Rei D. Sebastião à Câmara de Montemor e assinada pelo Cardeal D. Henrique, por nessa altura D. Sebastião ainda se encontrar na menoridade.

Esta carta encontra-se actualmente no Arquivo Histórico Municipal de Montemor-o-Novo, tendo sido transcrita pelo seu director, o Dr. Jorge Fonseca.



Trascrição:

“Dom Sebastiam per graça de Deos Rey de Portugal e dos Algarves d’Aquem e d’Alem Mar em África, Senhor de Guiné e da conquista, navegaçam e comerçio de Ethiopia, Arabia, Perssia e da India. Aos que esta minha carta virem faço saber que os offiçiaes da Camara e pessoas da governança e povo da villa de Monte Mor o Novo me enviaram pedir por merçe per huum dos capitollos particulares que pellos seus procuradores me foram apresentados nas cortes que fiz nesta cidade de Lixboa o anno passado de mil quinhentos sassenta e dous que quisesse fazer à dita villa notavel e avendo respeito à dita villa ser lugar antigo e de grande povoaçam e aos muitos serviços que os moradores delle tem feitos a estes reinnos e aos reis meus antecessores e aos que espero que ao diante façam a mim e a meus sub cessores e asy avendo respeito à dita villa ser povoada de muitos fidalgos cavalleiros e pessoas de nobre geraçam e da criaçam dos reis destes regnos e acompanhada doutro muito povo e çercada e nobreçida de egrejas templos e moesteiros e de muitos outros edeffiçios e casas nobres e por concorresem estas e outras callidades per que bem mereçe e cabe nella a honra e preminençia que pedem e por folgar de lhes fazer merçe, ey por bem de a fazer e faço notavel e quero e me praz que daqui em diante se chame e posa chamar notavel e que os moradores della gozem e usem e possam usar e gozar de todas as graças honrras preminençias e liberdades de que per dereito e pollas ordenações usanças custumes e foraes destes reinnos podem e devem gozar os moradores das villas notaveis delles as quaes mando que lhe sejam inteiramente guardadas e por çerteza dello lhe mandei dar esta carta asinada per mim e asellada do meu sello pendente. E mando a todas as justiças e pessoas de qualquer calidade que seiam que em tudo a cumpram e guardem e façam inteiramente comprir e guardar como se nella conthem. Dada na çidade de Lixboa a xx dias de Março anno do Nasçimento de Nosso Senhor Jhesus Christo de mil quinhentos sassenta e tres. Antonio d’Aguiar a fez, Pero Fernandez a fez screver.

[ Ass.] O Cardeal Iffante

Carta per que vossa Alteza ha por bem de fazer notavel à villa de Monte Mor o Novo”


Fonte: Catálogo da Exposição "Um objecto, uma história, mês a mês", ed. da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo.

Lenda da Torre da Má-Hora



São muitos os turistas e grande parte dos montemorenses que se perguntam o porquê daquela torre e daquela porta (do Castelo) se chamarem "Má-Hora". Para os que não sabem aqui vai a história, ou melhor, a lenda.
Quando D. Afonso Henriques se encontrava, com o seu exército, a sitiar a povoação islâmica de Montemor, uma noite, um mouro esqueceu-se de trancar aquela porta. O exército de D. Afonso Henriques, reparando na falta do mouro, aproveita para atacar e tomar Montemor, entrando por essa porta. O nome "Má-Hora" vem então da má-hora em que esse mouro se esqueceu da porta aberta.

quarta-feira, maio 11, 2005

CHUVA



BEM-VINDA CHUVA.

PARA QUE, ENTRE MUITAS OUTRAS COISAS NECESSÁRIAS, DURANTE A FEIRA MEDIEVAL, O CASTELO ESTEJA VERDE E COBERTO DE FLORES.

terça-feira, maio 10, 2005

Púcaros de Montemor

Montemor-o-Novo conheceu ao longo da sua história uma importante comunidade oleira que atinge o seu auge no século XVI. Este foi, aliás, o século de ouro da então vila de Montemor-o-Novo. O apogeu da olaria montemorense foi, em parte, consequência do grande sucesso que, na capital do reino, atingiram os púcaros fabricados em Montemor.
Carolina Michaëlis de Vasconcellos, no seu livro “Algumas Palavras a respeito de Púcaros de Portugal” refere a fama destas peças cerâmicas desde, pelo menos, a primeira metade do século XVI.

Em 1526, D. Isabel, filha do rei D. Manuel e futura mulher do imperador Carlos V, leva como dote de casamento, entre outras coisas “...17 piezas de bucaros de Montemayor; outra pieza grande que es un jarro grande de Montemayor, a manera de botija;...”. Segundo a autora anteriormente referida, este é o exemplo mais antigo da utilização da palavra “búcaro”, ou seja, púcaro.

Segundo Isaura Carvalho , do inventário da Infanta Beatriz (1507) constam igualmente “...vinte e dous púcaros de barro, trinta e seis púcaros e outros apedrados..., trinta e nove púcaros de Montemor...”.

Mas é Duarte Nunes de Leão na sua “ Descrição do Reino de Portugal” que melhor define os púcaros de Montemor: “alem destes (…) há outros de barro fino, & de excellente cheiro de que se fazem pucaros & outros vasos maiores para beber & ter agoa, de muitas feições & de gentil talho, de que dam o primeiro lugar aos de Lisboa, por o bom cheiro que de si dam a quem por elles bebe. Outros sam após estes os de Montemoor o novo que em cheiro lhes nam dam lugar, porque sam pucaros que nunqua sam velhos como os de outras partes: & a razão he que sam feitos de barro mui cheiroso & amassados com muitas pedrinhas que parece que sam tantas as pedras como o barro: dos quaes quando querem usar, os roçam primeiro com huma pedra, & assim descobrem outras mais pedras, & fica novo barro: & assi cada vez os que querem fazer novos, que tenham o cheiro que tinham quando novos, os tornam a roçar & começam apparecer outras pedrinhas”.

P.S.- Prometo que amanhã ou quinta-feira posto uma fotografia de um púcaro de Montemor.

segunda-feira, maio 09, 2005

Catavento


Na aldeia de Santa Sofia, entre Montemor e Évora existe este curioso catavento. Uma vez que a fotografia está péssima, passo a explicar. Representa uma cena de caça, com o caçador ao fundo, o cão ao centro e em primeiro plano uma lebre que se percebe muito mal.
É um curioso catavento e para qual desconheço paralelos.
E parece que em dias de vento funciona na perfeição, com o caçador e o cão alinhados na direcção da lebre

domingo, maio 08, 2005

Rua de Quebra-Costas



Para quem não sabe, o nome desta famosa rua do Centro Histórico não está ligado ao facto da sua subida ser difícil ou de se partir as costas ao subi-la, mas sim ao facto de esta rua vir cortar a encosta muito íngreme que ali existe.
Só possuímos referências conhecidas para esta rua no século XVII, no entanto, penso que deve ter sido construída ainda durante o século XV. Neste século estavam já activas as duas praças da vila – a Praça Nova no Castelo, mas fora de muralhas e a Praça do Arrabalde, actualmente, o largo da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Vila. A Rua do Quebra-costas seria assim a via mais directa para ligar estes dois importantes pólos das actividades sociais e económicas de Montemor quinhentista.

Aconselha-se aos visitantes de Montemor a evitarem a subida ao Castelo por esta rua. Não se partem as costas, mas que o coração, os pulmões e as pernas chegam lá em muito mau estado, isso chegam!

Terreiro das Portas do Sol



O Terreiro das Portas do Sol que já se chamou Largo Serpa Pinto e hoje se chama Largo General Humberto Delgado já existia em 1582. A designação Portas do Sol está relacionada com o facto de se situar numa das entradas para o arrabalde voltada para Nascente.
No século XVII, e como alternativa à Praça Nova, aqui se faziam mercados de géneros alímentícios.
Os mesteres do Povo diziam, em 1662, que "nesta vila havia anos se tinha feito praça na Porta do Sol, para nela se venderem todas as coisas de comer, de pão e frutas verdes e secas", pois os vendedores "não queriam ir vender á Praça Nova de cima, á vila (...) em respeito de ser muito longe" e ser por isso "bem comum do povo, assim para os que vinham a vender como para a gente desta vila e de fora e das passageiras, por estar em meio das estradas". (Ora aqui está um dos motivos para a saída da população da vila de cima para o arrabalde e consequente despovoação do Castelo).
Para suprir a falta de géneros alimentícios, em 1673, a Câmara obrigou a que todos os sábados, se fizessem, na Porta do Sol, as vendas de galinhas, frangos, ovos, queijos grandes e pequenos, caça e outros géneros alimentícios sem, que para isso, os mercadores tivessem que ir à almotaçaria mostrá-los antes de os vender.
Nos séculos XVI e XVII, aqui haviam paços de venda de cereais.
Era aqui também que, pelo menos desde o século XVII, e até há algumas décadas se faziam mercados de trabalho. Em 1670 a Câmara de Montemor proibiu os trabalhadores agrícolas de se irem oferecer para trabalhar, enquanto os "cegadores de fora" aí estivessem. Os cegadores de fora eram trabalhadores que vinham do norte ou da Beira trabalhar sobretudo por altura das ceifas e que ganhavam menos que os trabalhadores locais. Daí a preocupação da Câmara em separar os dois grupos de modo a evitar a subida de salários dos trabalhadores de fora.

Actualmente aqui se encontra o monumento aos combatentes de Montemor falecidos na I.ª Guerra mundial.

Fonte: Fonseca, Jorge (2000) - "Toponímia e urbanismos em Montemor-o-Novo (séculos XV-XIX)", in Almansor, N.º 14, 1.ª série;

terça-feira, maio 03, 2005

Praça Velha



A Praça Velha ou Praça do Peixe é uma das mais antigas praças da vila extra-muros de Montemor. Já existia em 1476, sendo então chamada de Praça do Arrabalde. Ligava directamente á Praça Nova, no Castelo, mas fora de muralhas, através da Rua de Quebra-Costas. Era aí, na Praça Nova que se faziam os mercados de peixe, carne, frutas e legumes.

No século XVIII, quando o Castelo era já uma área praticamente abandonada, a Câmara transfere para o arrabalde todas as estruturas e serviços que ainda funcionavam na vila intra-muros. Aqui se encontrava entre 1725 e 1749 o Pelourinho da vila, entretanto desaparecido. Ao tempo de João V aqui se realizava um mercado de géneros alimentícios todas as quintas-feiras.
Nesta praça funciona actualmente a Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Vila, no antigo edifício da Almotaçaria e de Ver-o-Peso.



A merecer destaque nesta praça encontra-se ainda a ermida de N.ª Sr.ª da Paz, um dos percursos da Procissão dos Santos Passos



e uma casa quinhentista popular com janela de balcão geminado.

quinta-feira, abril 28, 2005

Terreiro do Corro



O Terreiro do Corro é, na minha opinião, uma das mais bonitas praças do centro histórico da cidade. No século XVI e XVII era também chamada de Corro dos Touros, uma vez que era aqui que se realizavam as corridas de touros durante as principais festas da então vila de Montemor, nomeadamente na festa do Corpo de Deus. Aquando das corridas a praça era rodeada de paredes de madeira transformando-se num recinto fechado.
Em 1858, por decisão da Câmara, a praça assume novas funções. Aqui se passam a realizar os mercados de fruta e de hortaliça, pelo que o recinto é mandado terraplanar e arborizar. Devem datar dessa altura as grandes palmeiras que se podem ver na foto e que actualmente constituem já parte do património toponímico, uma vez que este terreiro é actualmente conhecido pela população montemorense como Praça das Palmeiras

terça-feira, abril 26, 2005

Ex-voto



A Ermida de Nossa Senhora da Visitação, possui uma interessante colecção de ex-votos que vão desde o século XVIII até ao século XX. Um dos mais interessantes retrata a fuga dos presos da cadeia de Montemor em 1883.
Nessa altura a cadeia era no piso inferior do edifício da Câmara Municipal, e como se pode ver a estrutura do edífio pouco mudou á excepção do fecho da porta de onde saíram os presos, e onde actualmente funcionam os serviços de contabilidade do município. Até a rua em frente ao edíficio que se pode observar pela porta da cadeia continua igual. A um nível mais alto e com guardas em ferro.

O ex-voto foi encomendado pelo então carcereiro Joaquim António Geraldo e por sua mulher Mariana Rita por forma a agradecerem a Nossa Senhora da Visitação "por os ter posto a salvo do grande prigo que curerão no dia 12 de abril de 1883, pela invasão dos presos da cadeia d'esta villa de Monte-mór o Novo"

segunda-feira, abril 25, 2005

FOI HÁ 31 ANOS


QUE ABRIL ACONTECEU!
Porque esta data merece e merecerá sempre ser recordada.
Foi há 31 anos que Portugal, e Montemor em particular, se libertaram do jugo da ditadura. Foi há 31 anos que Portugal descobriu a liberdade que à tantos anos lhe tinha sido roubada. PARABÉNS PORTUGAL por este dia livre, "levantado e principal" e por todos os dias livres que se lhe seguiram!
OBRIGADO a todos quantos participaram, com as suas armas e com os seus cravos vemelhos, nesse dia especial.
OBRIGADO a todos os homens e mulheres incógnitos, que na sombra, souberam lutar para que um dia, o 25 de Abril acontecesse.
Que o 25 de Abril se mantenha sempre na memória dos portugueses, assim como os tempos antes dele!!!
Este post é especialmente dedicado à memória de dois homens (irmãos) especiais:
Manuel Luís dos Santos
(um dos muitos incógnitos militantes anti-fascistas)
e
José Adelino dos Santos
(assassinado há 46 anos quando participava, á frente de uma manifestação de 400 pessoas contra a burla eleitoral das eleições onde concorreu o General Humberto Delgado e que por isso não pôde saborear os ventos da liberdade que o 25 de Abril conseguiu)

sábado, abril 23, 2005

Abençoado trabalho

Depois de uma sexta-feira particularmente stressante e prolongada, eis que antes de ir para o merecido descanço me deparo com este cenário






É caso para dizer "Lavarás a vista com o suor do teu corpo"

terça-feira, abril 19, 2005

Da cidade para a Torre



E da Torre para a cidade

A Rua de D. Vasco e a sua Casa Torre


Casa-torre da Rua de D. Vasco

Ao contrário do que muitos montemorenses pensam, Vasco da Gama não pernoitou nesta casa e muito menos o nome da rua é em sua homenagem. Aqui viveu sim D. Vasco de Mascarenhas, fidalgo do século XVI e irmão do influente alcaide-mor da vila D. fernão Martins de Mascarenhas, personagem de que um dia espero vir a tratar neste blog.
No início desta rua podemos observar uma interessante casa torre quinhentista com janela tipicamente manuelina.

segunda-feira, abril 18, 2005

Montemor-o-Novo


ao amanhecer


num dia de nevoeiro...


e num perfeito dia de sol.

Nota: todas as imagens foram tiradas do Castelo e a primeira é de autoria do Lisdengard do Heródoto.

quinta-feira, abril 14, 2005

Para os amantes do pão alentejano e outros gulosos



Dia 15, Sexta-feira
9.00 h /18.00 h - Workshops para as escolas do concelho:Doçaria Conventual - Dália Rosa, Doçaria Conventual Alentejana - Alcácer do SalPão Tradicional - Ermelinda Rosa Martins - Câmara Municipal de Montemor-o-NovoBombons de Chocolate - Susete Carvalho - Évora“Vamos Pintar … Bolachas!” - Chazz, Salão de Chá - Montemor-o-Novo19.00 h - Abertura da 2ª Feira do Pão e Doçaria de Montemor-o-Novo ao público21.30 h - Animação Musical com “Rancho Folclórico Fazendeiros de Montemor-o-Novo”23.00 h - Encerramento

Dia 16, Sábado
10.00 h - Abertura ao público 17.30 h - Concurso de Doçaria Conventual o público é convidado a provar e a participar na votação do concurso 21.30 h - Entrega de prémios do Concurso de Doçaria Conventual21.30 h - Animação Musical com Grupo Coral “Vozes de Almodôvar”23.00 h - Encerramento
Dia 17, Domingo
10.00 h - Abertura ao público16.30 h - Animação Musical com o Grupo de Cante Tradicional Alentejano “Os Almocreves”- Portel21.00 h - Encerramento da Feira

quarta-feira, abril 13, 2005

Lenda das Arcas



“Entre escombros na rudeza
De vetusta fortaleza,
Batidas de vento agreste,
Empedrenidas, cerradas,
Há duas arcas pejadas
Uma de oiro outra de peste.

Ninguém sabe ao certo qual
Das duas arcas encerra,
O fecundo manacial
Que fartará de oiro a terra
Mesquinha de Portugal;
Ou qual, se mão imprudente
Lhe erguer a tampa funérea
Vomitará de repente
A fome, a febre, a miséria,
Que matarão toda a gente

Sempre que o povo faminto,
Maltrapilho e miserando
Fosse ele cristão ou moiro,
Entrou no tosco recinto,
Para salvar-se arrombando

A arca pejada de oiro
Quedou-se os braços erguidos,
O olhar atónito e errante,
Sem atinar de que lado
Vinha morrer-lhe aos ouvidos
Uma voz agonizante
Entre ameaças e gemidos.

“Ó povo de Montemor,
se estás mal, se és desgraçado
Suspende toma cuidado,
Que podes ficar pior!”
E nestas proplexidades
E eternas hesitações
Hão-de passar as idades,
Suceder-se as gerações
E continuar na rudeza,
Batidas de vento agreste,
Empedrenidas, cerradas,
As duas arcas pejadas,
Uma de oiro, outra de peste.”
Poema do conde de Monsaraz

Chaminés de Montemor


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segunda-feira, abril 11, 2005

Algumas gárgulas em Montemor


Chafariz do Poço Tapado ou de Nossa Senhora da Conceição Posted by Hello


Convemto de S. Francisco Posted by Hello


Torre do Relógio Posted by Hello


Fonte do Gião Posted by Hello


Chafariz da Rua Nova Posted by Hello

domingo, abril 10, 2005

Notícia de última hora

O que antes estava assim...


Portal de Santa Maria do Bispo Posted by Hello

Agora está assim...


Santa Maria do Bispo Posted by Hello

Foram finalmente retirados os dois muretes de cimento que desfiguravam o magnífico portal manuelino da primitiva Igreja matriz de Santa Maria do Bispo, no Castelo.

Há mais de um século atrás, quando a câmara decidiu dividir o castelo por talhoes e vender esses talhões a agricultores, várias foram as ruínas que devem ter sido desvirtualizadas ou até mesmo destruídas. este era um dos mais flagrantes casos. Esta igreja foi transformada em redil de ovelhas. Como o portal em pedra era demasiado grande para ser fechado, foram-lhe colocados dois muretes como suporte para uma porta em madeira. Mais tarde, quando a Câmara voltou a adquirir esses talhoes, "essas" ovelhas foram retiradas tal como a porta de madeira. Os muretes continuaram ali até á semana passada, altura em que foram retirados por operários da Câmara.

Finalmente podemos admirar em todo o seu esplendor um dos ex-libris da cidade e o símbolo da actual Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Bispo.

quinta-feira, abril 07, 2005


Habitação de época manuelina Posted by Hello

Rua Direita


Rua Direita Posted by Hello

A Rua Direita aparece pela primeira vez referida em 1422, altura em que é mandada calçar pela Câmara. Este melhoramento só era aplicado, na época medieval, ás principais ruas ruas da urbe, facto que explica o calçetamento da rua ainda nos ínicios do século XV. Esta era uma das mais importantes ruas do arrabalde montemorense, uma vez que ligava directamente as partes alta e baixa do arrabalde, sendo também a mais larga e, provavelmente a mais movimentada.
Era por isso habitada por gente abastada que durante a época manuelina foram construindo habitações de dois pisos, como é um dos exemplos a foto que se segue.
(Na época medieval era também chamada de Rua dos Carvoeiros ou do Carvoeiro)


Casa manuelina Posted by Hello


O nome da rua rua não tem assim nada a ver com o facto de ser uma rua direita, mas sim com o facto de ligar directamente, e por entre um emaranhado de pequenas ruelas, dois pontos importantes da vila medieval, extra-muros, de Montemor-o-Novo.

Programação Cultural

Mais um fim-de-semana recheado de bons eventos culturais em Montemor-o-Novo:
Sexta-feira - espectáculo de dança "Amar Amália"
Sábado - Festival inter-céltico com os "Luarnalubre" da Galiza
Domingo- Festival inter-céltico com os "Danu" da Irlanda

Tudo no cine-teatro Curvo-Semedo.

E é já no próximo fim de semana que temos a feira do pão e da doçaria...